Polícia Indicia os nove suspeitos presos por envolvimento em comércio ilegal de armas e munições

Prisões aconteceram em Araguaína e entre os envolvidos está um sargento da PM e um servidor do sistema penal. Polícia diz que arsenal apreendido pode ser destruído ou doado.

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A Polícia Civil indiciou os nove suspeitos presos em operação que desarticulou um comércio ilegal de armas em Araguaína, no norte do Tocantins. A operação aconteceu na terça-feira (3). Após o indiciamento, o destino de todo o armamento apreendido deve ser a destruição ou o repasse às forças de segurança.

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Segundo apurado pela reportagem, entre os alvos tem um sargento da Polícia Militar, um empresário e um agente administrativo do sistema penal.

A Operação

A ação realizada em Araguaína resultou em quatro homens presos em cumprimento de mandados de prisão preventiva e de outros outros cinco que foram presos em flagrante por porte ilegal de armas ou munições de uso restrito. Além disso, foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão em endereços relacionados aos suspeitos, incluindo um estabelecimento comercial especializado na venda de armas e munições.

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2º sargento da PM, Joemil Miranda da Cunha, foi preso na operação.

“Todos os alvos da operação são CAC’s (Colecionadores, Atiradores e Caçadores), incluindo um policial militar e um empresário que comercializa armas e munições, tanto legalmente quanto de forma informal”, ressaltou o delegado Fellipe Crivelaro.

Investigação

Segundo o delegado, as investigações tiveram início em 30 de outubro de 2023, quando o principal alvo da operação registrou um boletim de ocorrência falso, alegando que suas duas armas haviam sido roubadas a caminho de um clube de tiro.

“Começamos a investigar e descobrimos que o fato não havia ocorrido. Ao confrontá-lo, ele confessou que realmente havia vendido as armas. Embora não tenha revelado para quem as vendeu, entregou seu celular e autorizou o acesso aos seus dados. Com base nessas informações, desvendamos essa trama mais ampla”, revelou Fellipe Crivelaro.

Polícia Indicia os nove suspeitos presos por envolvimento em comércio ilegal de armas e munições
Foto: Divulgação/SSP-TO

Com a execução dos dez mandados de busca e apreensão e dos quatro de prisão, todos os presentes nos locais alvo da operação foram convidados a comparecer à delegacia e prestar esclarecimentos. “No total, 14 pessoas foram conduzidas e interrogadas. Aquelas para as quais inicialmente não se encontraram indícios de atividade ilegal foram liberadas, mas as investigações continuam e novos desdobramentos da Operação Clandestino podem surgir”, acrescento o delegado.

Fellipe Crivelaro também ressaltou que, conforme a legislação em vigor, os CAC’s, ao serem indiciados, perdem seus registros e têm um prazo para vender suas armas e munições. “Caso contrário, essas armas e munições podem ser confiscadas, decisão que cabe à Justiça, com base no parecer do Exército”, concluiu.

O que diz a Polícia Militar:

“A Polícia Militar do Estado do Tocantins informa que foi acionada para acompanhar, durante a manhã desta quarta-feira, 3, por meio da Corregedoria do 2º BPM, as diligências da Operação Clandestino, realizada pela Polícia Civil. Um policial militar, de 36 anos, foi alvo de busca e apreensão. O objeto da ação envolve a comercialização de armas e munições por clubes de tiro e sócios.

A Polícia Militar já adotou as medidas preliminares para apuração interna e está acompanhando o caso. Por fim, reafirma à sociedade seu compromisso com a legalidade e imparcialidade, no exercício de sua nobre função pública.”