Tragédia em MG: Encontrado os dois últimos corpos e número de vítimas fatais de acidente em Capitólio sobe para 10

A queda do paredão pode ter sido causada por uma tromba d’água. Em vídeo que circula pela internet, é possível ver que o impacto atinge pelo menos duas lanchas.

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Na manhã deste domingo, o Corpo de Bombeiros encontrou o corpo da oitava vítima do deslizamento de um paredão de cânion no lago de Furnas, em Capitólio, Minas Gerais. De acordo com a corporação, trata-se de um homem, ainda não identificado. Já no período da tarde, os bombeiros confirmaram terem encontrado os dois últimos corpos, totalizando 10 óbitos.

As buscas foram retomadas por volta das 6h desta manhã. Durante a operação, os mergulhadores localizaram um corpo submerso e inteiro. Ele foi levado para a região do Posto de Comando. A Polícia Civil será responsável por fazer a identificação.

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A Polícia Civil de Minas Gerais divulgou, neste domingo (9), a identificação prévia das dez pessoas que estavam na lancha Jesus, atingida ontem brutalmente pela queda da pedra de um cânion em Capitólio, no Sudoeste de Minas.

A polícia afirmou que todas as pessoas que estavam na lancha eram conhecidas entre si e estavam hospedadas na mesma pousada na cidade de São José da Barra, no Sul de Minas.

As vítimas que não resistiram são:

  1. Homem, 40 anos, natural de Betim (MG) – seria o piloto
  2. Mulher, 43 anos, natural de Cajamar (SP)
  3. Mulher, 18 anos, natural de Paulínia (SP) – filha da mulher de 43 anos
  4. Homem, 67 anos, natural de Anhumas (SP)
  5. Mulher, 57 anos, natural de Itaú de Minas (MG) – Esposa do homem de 67 anos
  6. Homem, 37 anos, natural de Itaú de Minas (MG) – Filho do homem de 67 anos
  7. Homem, 14 anos, natural de Alfenas (MG) – Neto do homem de 67 anos
  8. Homem, 24 anos, natural de Campinas (SP)
  9. Homem, 35 anos, natural de Passos (MG)

A décima vítima foi um homem identificado formalmente: Julio Borges Antunes, de 68 anos, natural de Alpinópolis, no Sul de Minas. O corpo dele foi liberado para os parentes.

A operação de buscas tem participação de cerca de 50 bombeiros, com 11 mergulhadores experientes. As buscas contam com o apoio de quatro lanchas e três motos aquáticas, além de outras sete viaturas, conforme balanço da corporação.

Foto: Reprodução

Inicialmente, foi informado que havia 20 desaparecidos, mas o número foi revisado para três na noite de sábado. Isso porque parte das vítimas estava sem contato e foi por conta própria a hospitais da região. Segundo a corporação, 27 pessoas já foram atendidas em unidades de saúde e liberadas.

Em um vídeo que circula nas redes sociais, é possível ver o momento em que um dos cânions cede e atinge as embarcações. Duas delas, de nome EDL e Jesus, sofreram impacto direto. Delas, foram resgatadas ao todo 24 pessoas com vida. Em outras duas lanchas atingidas indiretamente, foram socorridas no total 18 tripulantes.

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Imagens gravadas mostram as embarcações fugindo do local após o desabamento. Nas filmagens, consegue-se ouvir gritos e o desespero das pessoas.

A Marinha comunicou que vai abrir um inquérito para apurar as causas e circunstâncias do acidente. A Polícia Civil também investiga o caso. Inicialmente foi informado que uma tromba d’água provocou a queda de pedras que atingiram lanchas que estavam na região. Antes, a Defesa Civil já havia advertido para a ocorrência de chuvas intensas.

A proximidade dos turistas em relação aos cânions ainda é uma das questões a ser apurada. Os bombeiros disseram que cabe a Marinha informar se os turistas poderiam estar no local. Especialistas advertiram que, em locais com essas formações rochosas, deve-se evitar a aproximação do paredão e, em caso de chuva, as atividades têm de ser suspensas.

“É recomendável, por exemplo, se criar uma área de segurança, considerando a própria altura da encosta, para evitar que os turistas se aproximem e mantenham uma distância segura em caso de tombamento”, disse Edilson Pizzato, professor do Instituto de Geociências da USP.

O prefeito de Capitólio, Cristiano Silva, afirmou em entrevista à GloboNews que não há norma que impeça as lanchas de estar naquele local, próximas do paredão. Segundo ele, não pode, no entanto, atracar no cânion para que os banhistas entrem na água. Os mergulhos na região são liberados apenas nos pontos onde há os chamados bares flutuantes.

O Lago de Furnas, com mais de 1.400 quilômetros quadrados de área, atrai vários turistas que buscam passeios de lancha e mergulhos na região, cercada por cachoeiras e cânions formados por rochas com mais de 20 metros de altura. Lanchas podem ser alugadas por cerca de R$ 2.000 para grupos de oito a dez pessoas. Agências de turismo também oferecem opções de passeios em embarcações guiadas. Em geral, eles duram entre três a sete horas. O local é visado sobretudo por turistas do estado São Paulo e da capital mineira.

*Com informações do O Globo