Mulher é investigada por vender passagens aéreas falsas e causar prejuízo de mais de R$ 100 mil a empresa

Caso aconteceu em Paraíso do Tocantins. Vítimas só descobriam que os bilhetes não tinham validade na hora da viagem e acionaram a empresa que a suspeita trabalhava.

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Em Paraíso do Tocantins, uma mulher de 38 anos é investigação por suspeita de comercializar passagens aéreas e pacotes de viagens sem fornecer bilhetes autênticos aos clientes. A fraude teria causado prejuízos superiores a R$ 100 mil para a empresa de turismo onde trabalhava.

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Segundo informações da Polícia Civil, uma operação denominada ‘Tour’ executou mandados judiciais nesta sexta-feira (8). A suspeita, que desfrutava da confiança dos proprietários da empresa, recebia pagamentos por passagens aéreas, mas não os repassava à empresa, conforme relatou o delegado José Lucas Melo, responsável pela investigação.

Como compensação aos clientes, ela supostamente emitia bilhetes aéreos falsos, e os clientes só percebiam o problema no momento do embarque, quando imediatamente informavam à empresa. O nome da suspeita não foi divulgado.

A polícia também descobriu que a mulher teria deliberadamente causado danos financeiros à empresa em que trabalhava. Mesmo quando os clientes pagavam diretamente para a conta bancária da empresa, ela ainda emitia bilhetes falsos.

A empresa tem arcado com os reembolsos aos clientes, o que resulta em custos significativos, pois os proprietários precisam adquirir passagens para garantir que o cliente embarque imediatamente, aumentando os gastos.

Na sexta-feira, foram realizados mandados de busca e apreensão domiciliar, bem como o sequestro de bens e o bloqueio de contas bancárias da suspeita.

“Essas medidas têm como objetivo garantir o normal andamento das investigações e buscar meios de promover o ressarcimento do prejuízo causado, que pode ultrapassar os R$ 100 mil”, declarou o delegado.

Além da suspeita principal, a Polícia Civil está investigando se outras pessoas estão envolvidas nos crimes de furto qualificado, estelionato e falsificação de documento público. Assim que o inquérito sobre o caso for concluído, será encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público.

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