Médico ganha ação na Justiça, mas advogada se apropria do dinheiro e compra próteses para a mãe

A Justiça levou seis anos para dar causa favorável ao infectologista, que só soube neste ano. Ao reivindicar o valor, descobriu que a advogada se apropriou indevidamente do dinheiro.

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Um médico infectologista acabou sendo vítima de sua própria advogada, que se apropriou de uma quantia considerável proveniente de um processo judicial que ele havia ganho contra a Prefeitura de Santos (SP). Lindinalva Marques, a advogada em questão, confessou ter ficado com os R$ 88,9 mil e admitiu o erro. Ela explicou que usou o dinheiro para comprar duas próteses para sua mãe, que teve a perna esquerda amputada.

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Marcos Caseiro, de 61 anos, moveu a ação em 2006, pleiteando um reenquadramento de cargo, alegando que estava desempenhando funções superiores sem o devido reajuste salarial. Após anos de tramitação, ele obteve uma decisão favorável em 2012, que resultaria no recebimento de R$ 62 mil. No entanto, a quantia depositada pela prefeitura, junto com os honorários advocatícios e correções, totalizou R$ 88,9 mil.

Lindinalva, detentora da procuração do médico, não o informou sobre a disponibilidade do montante. Em 2013, ela solicitou à Justiça o levantamento do dinheiro e, quando este ficou disponível em setembro, apropriou-se dele, utilizando uma parte para quitar os honorários de outra advogada que havia atuado no caso.

O médico só descobriu a apropriação indébita quase 12 anos depois, quando recebeu uma mensagem de WhatsApp de uma suposta secretária da advogada. Ao pedir o desarquivamento do processo, a nova advogada de Caseiro, Clécia Rocha, descobriu o golpe e denunciou a situação à Ordem dos Advogados do Brasil – São Paulo (OAB-SP).

A Justiça levou ser anos para causa favorável a um Infectologista, que só soube neste ano. Ao reivindicar o valor, descobriu que a advogada se apropriou indevidamente do dinheiro.
Foto: Divulgação

Após uma reunião com as advogadas envolvidas, Lindinalva admitiu ter usado o dinheiro e alegou ter buscado seu cliente, sendo informada de seu falecimento. Ela afirmou ter utilizado parte do valor para adquirir próteses para sua mãe, que havia sido submetida à amputação da perna esquerda devido a complicações da diabetes.

Marcos Caseiro pretende mover um processo criminal contra as duas advogadas envolvidas, Lindinalva Marques e sua colega. A pena para o crime de apropriação indébita pode chegar a um a quatro anos de reclusão, além de multa.

*Com informações do G1