Brasileiro condenado à perpétua que fugiu de prisão nos EUA é réu por homicídio no Tocantins

Segundo detetives, a ex-namorada de Danilo Cavalcante foi assassinada porque ela sabia do outro crime cometido por ele e ameaçava entregá-lo às autoridades estadunidenses, Ela foi morta na frente dos filhos.

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O brasileiro Danilo Sousa Cavalcante que fugiu da prisão nos Estados Unidos na quinta-feira (31) onde cumpria pena perpétua por ter matado a namorada na frente dos filhos, também responde a um homicídio no do Tocantins.

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O condenado fugitivo assassinou a ex-namorada, maranhense Débora Evangelista, em abril de 2021. Segundo os detetives que investigaram o caso., o crime foi motivado porque ela sabia de outro crime cometido por ele e ameaçava entregá-lo às autoridades,

O assassinato aconteceu na na cidade de Phoenixville. O criminoso matou a ex-companheira com 38 facadas na frente dos dois filhos da vítima, que tinham 4 e 7 anos na época do crime.

A apuração preliminar do caso revelou que Danilo não aceitava o fim do relacionamento e que ele já havia violentado e ameaçado a vida de Débora em outras ocasiões. “Diversas vezes ela terminou com ele, e ele tentando voltar. Não sei por que ele a esfaqueou. Foi muito brutal”, disse Sara Brandão, irmã da vítima, na época do crime.

Mais investigações revelaram que Débora descobriu que Cavalcante era procurado pela polícia do Tocantins por ser o principal suspeito pelo assassinato de um homem em 2017.

Segundo as autoridades, após o crime, Danilo fugiu para Porto Rico e, mais tarde, seguiu para os Estados Unidos, onde entrou ilegalmente.

Homicídio no Tocantins

Danilo Sousa é réu em um processo criminal por homicídio duplamente qualificado, incluindo motivo torpe e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. O crime ocorreu em Figueirópolis, no sul do estado, em 2017. Ele é acusado de assassinar Valter Júnior Moreira dos Reis a tiros em uma praça no centro da cidade em novembro de 2017. Danilo foi reconhecido por parentes da vítima após sua foto ser divulgada em programas de televisão.

De acordo com as investigações, Danilo e a vítima estavam em uma lanchonete antes do crime, quando Danilo teria efetuado seis disparos contra Valter Júnior à queima-roupa. Após o homicídio, Danilo teria roubado o celular da vítima antes de fugir do local em um carro.

Segundo o Ministério Público, o processo estava suspenso porque Danilo estava foragido. Após cometer o assassinato, a prisão preventiva de Danilo foi decretada, mas sua localização era desconhecida até que o segundo homicídio ocorresse nos Estados Unidos.

O MP informou que já compartilhou todas as informações relacionadas ao processo criminal em andamento na comarca de Figueirópolis com a superintendência regional da Polícia Federal do estado do Maranhão. Essa entidade está intermediando e auxiliando na comunicação oficial com as autoridades americanas no Brasil sobre o caso.

Buscas continuam

O brasileiro Danilo Cavalcante estava detido em uma prisão para quase 700 pessoas localizada em Pocopson Township, um munícipio na zona rural da Pensilvânia com menos de 5 mil habitantes. O brasileiro aguardava sua transferência para uma instituição correcional estadual, afirmou o “The Philadelphia Inquirer”.

Centenas de oficiais, drones, helicópteros e cães estão sendo usados para encontrar o fugitivo. A promotora distrital do condado de Chester, Deb Ryan, disse na sexta-feira (1°) que as buscas estavam se concentrando em ferrovias, hidrovias e rotas fora da área.

As autoridades norte-americanas estão oferecendo uma recompensa de US$ 10 mil (quase R$ 50 mil) por informações que levem à captura do fugitivo.

“Danelo Cavalcante é considerado um homem extremamente perigoso. Pedimos a ajuda da população para localizá-lo”, afirmou a promotoria em declaração.

Primeira fuga em anos

Informações sobre como o brasileiro conseguiu escapar das instalações não foram divulgadas. Agora, as autoridades investigam a possibilidade de ele estar sendo ajudado por um amigo ou familiar – a irmã de Cavalcante mora na área.

Danilo é o primeiro detendo de nível elevado a fugir da Prisão do Condado de Chester desde a década de 1990.

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