Universitário é preso após ser filmado agarrando colega em corredor de faculdade em Goiás; Vídeo

Caso aconteceu em Rio Verde e homem de 34 anos vai responder por importunação sexual. Vítima de 18 anos se soltou e correu até diretoria, onde denunciou o que havia acontecido.

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Um estudante universitário de 34 anos foi preso após ser flagrado agarrando uma colega de 18 anos à força no corredor da faculdade, em Rio Verde, no sudoeste de Goiás. Um vídeo da câmera de segurança capturou o momento em que ele a arrasta para uma sala.

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De acordo com a delegada encarregada do caso, Taísa Antonello, o suspeito será acusado de importunação sexual.

Assista o vídeo:

“Ela relatou que estavam organizando um grupo para um trabalho e que ele a convidou para sair e ir até a cantina com ele, alegando que queria conversar. No caminho, ele passou a mão em sua cintura e a empurrou para dentro de uma sala, onde começou a agarrá-la, tocando seu corpo e tentando beijá-la à força”, explicou a delegada.

A defesa do universitário, que não teve o nome revelado, declarou que não se pronunciará sobre o assunto, em respeito ao processo legal e à presunção de inocência.

A prisão ocorreu na terça-feira (23). Segundo a delegada, a jovem conseguiu se desvencilhar do homem e correu para a diretoria da faculdade, onde relatou o ocorrido.

Na direção, conforme a delegada, o homem alegou que a jovem teria “dado em cima dele”. “Se uma mulher está usando roupas justas, decotadas, ou se ela sorriu para ele, isso não dá ao homem o direito de tentar agarrá-la”, defendeu a delegada.

O universitário foi levado à delegacia, onde foi detido em flagrante. Até esta quinta-feira (25), não se sabe se ele foi submetido à audiência de custódia.

Confira a nota completa da defesa do suspeito

“Nós, os advogados Alessandro Gil Moraes Ribeiro e Danilo Marques Borges, representamos legalmente o investigado no caso de suposta importunação sexual em questão. Como profissionais do direito, reiteramos nosso compromisso com a ética e a defesa dos direitos de nossos clientes.

Entendemos a importância do debate público em torno de questões sensíveis como essa, porém, neste momento, optamos por não nos manifestar sobre os fatos em respeito ao devido processo legal e à presunção de inocência que assiste a todo cidadão sob investigação.

Salientamos que nosso papel como advogados é assegurar que o processo transcorra dentro dos ditames legais, garantindo o direito à ampla defesa e ao contraditório. Ressaltamos ainda que estamos à disposição das autoridades competentes para colaborar com as investigações dentro dos limites éticos e legais.

Reiteramos nosso compromisso com a justiça e com o respeito aos direitos fundamentais de todas as partes envolvidas.”