Operação da PF | Comerciantes de Porto Nacional e Brejinho financiavam roubo de cargas

Compartilhe:

O esquema de roubo de cargas investigado pela operação Carga Total foi detalhado pela Polícia Federal. Segundo as investigações, dois proprietários de supermercados em Porto Nacional e Brejinho de Nazaré financiavam os assaltantes e negociavam as mercadorias. Os valores eram negociados entre 60% a 80% do total correspondente à nota fiscal. Um dos comerciantes foram presos com três armas, sendo que uma deles tinha silenciador, dispositivo proibido no país.

>> Siga o canal do "Sou Mais Notícias" no WhatsApp e receba as notícias no celular.

Conforme a PF, seis pessoas foram presas em Porto Nacional, Brejinho, Palmas, Anápolis, Gurupi e Araguaína. Duas pessoas são consideradas foragidas, elas são de Gurupi e Aparecida de Goiânia. Nestes municípios também foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão.

Ainda segundo a PF, os assaltos eram feitos por quatro homens de Gurupi que abordavam os motoristas de caminhões na BR-153, sempre à noite. Eles mantinham as vítimas reféns por 24 horas, e nesse período descarregavam as cargas. Depois o motorista eram liberados.

Um dos assaltos aconteceu perto de Nova Rosalândia, no dia 2 de fevereiro do ano passado. Uma carga de óleo foi roubada e os policiais começaram investigar e encontraram uma quantidade injustificável do produto sendo vendida em um supermercado. O fato levantou suspeita pela quantidade de óleo ser incompatível com a demanda do município. O comerciante também não tinha nota fiscal dos produtos.

Outro roubo ocorreu em Barrolândia, em abril do ano passado. Cerca de R$ 400 mil em produtos alimentícios e de limpeza foram subtraídos de um caminhoneiro. A mercadoria tinha sido comprada em Goiânia e tinha como destino a cidade de Itacajá.

A PF explicou ainda, que os comerciantes arrejimentavam as pessoas para praticar os roubos. Eles já tinha conhecimento de quem tinha envolvimento com crimes dessa natureza e negociavam. No entanto, um dos comerciantes não conseguiu arar com o pagamento e a mercadoria ficou muito tempo parada. Então os executores começaram a ameaçá-lo de morte caso não pagasse cerca de R$ 20 mil.

Depois a apreensão dois dos assaltantes se dispersaram e mudaram para Anápolis e Aparecida de Goiânia. A PF suspeita que eles praticaram crimes no estado de Goiás.

Foto: TV Anhanguera

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *