Um homem de 42 anos, suspeito de gravar sessões de tortura contra seu próprio pai, um idoso de 69 anos, foi detido após compartilhar os vídeos nas redes sociais. Segundo a Polícia Civil, o crime foi descoberto depois que pessoas denunciaram à Assistência Social que viram os vídeos nos “status” do WhatsApp do suspeito.
>> Siga o canal do "Sou Mais Notícias" no WhatsApp e receba as notícias no celular.
O nome do suspeito não foi divulgado. O idoso foi hospitalizado no Hospital Municipal de Valparaíso de Goiás, mas seu nome também não foi divulgado, dificultando a obtenção de informações sobre seu estado de saúde.
A vítima foi resgatada na quinta-feira (5) de um depósito de peças automotivas. No mesmo dia, seu filho foi preso, dois dias após a disseminação dos vídeos pelo WhatsApp.
- Jovem de 17 anos é morto e PM baleado em tiroteio durante show de Maiara e Maraísa
- Influencer evangélico é preso em investigação sobre crimes sexuais em SP
A polícia também afirmou que os vídeos foram compartilhados em outras redes sociais, mas não continham informações identificáveis do suspeito. Os vídeos mostram dois momentos: em um deles, o idoso está deitado, gritando de dor, e no outro, ele está sentado em uma cadeira, nu, incapaz de se comunicar.
O resgate do idoso ocorreu durante a Operação Jogos Mortais, com o apoio da Polícia Militar (PM) e da Assistência Social. Segundo a polícia, quando encontrado, a vítima estava em condições deploráveis, com falta de ar, hematomas, urina e fezes em seu corpo, deitado em uma cama em um depósito.

No local, foram encontradas manchas de sangue no chão, e marcas de estrangulamento eram visíveis em seu pescoço. Além disso, havia uma corda na parede, usada como uma espécie de “coleira” para manter a vítima ereta, sem roupas, e presa a um colar cervical manchado de sangue.
Na residência, apenas o agressor e a vítima estavam presentes, mas os documentos e cartões do idoso estavam com o agressor. O suspeito foi detido e, durante interrogatório, suas alegações não condiziam com a situação da vítima e do local onde ela foi resgatada, de acordo com a PC.
“Ações como essas demonstram que o suspeito estava lentamente buscando a morte de seu próprio pai, torturando-o e registrando os atos, além de apropriar-se de seus bens e renda. Esses fatos corroboraram a denúncia inicial e a situação de flagrante”, afirmou a polícia em comunicado à imprensa.
>> Participe da comunidade do #SouMaisNoticias no WhatsApp.
O que diz o WhatsApp:
“Como informado nos Termos de Serviço e na Política de Privacidade do aplicativo, o WhatsApp não permite o uso do seu serviço para fins ilícitos ou mesmo que incite crimes violentos, a exploração de crianças ou outras pessoas, a ação de colocá-las em perigo, ou a coordenação de danos reais. Nos casos de violação destes termos, o WhatsApp toma medidas em relação às contas como desativá-las ou suspendê-las.
O aplicativo encoraja que as pessoas denunciem conteúdos problemáticos, inadequados ou que acreditem que viole nossas políticas.
Para denunciar uma atualização de Status o usuário deve:
Tocar na atualização de status e, em seguida, em Mais > Denunciar.
Toque em Denunciar e bloquear ou Denunciar.
Se você optar por Denunciar e bloquear, a atualização de status será denunciada e o contato bloqueado.”