Delegado da PF é suspenso por 14 dias por assediar e agredir jovens em ilha no lago Palmas

Caso aconteceu em março de 2019. Luis Felipe Felipe da Silva, que não mora mais no Tocantins, teria ainda usado uma viatura da PF para deslocamentos particulares.

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O delegado da Polícia Federal Luis Felipe Felipe da Silva foi suspenso por 14 dias pela corregedoria geral da corporação. O motivo da suspensão é a acusação de que ele assediou e agrediu quatro jovens na ilha do Canela, no Lago de Palmas, em 2019. Na época, Luis Felipe era parte da equipe da Polícia Federal no Tocantins, mas atualmente ele trabalha na Superintendência da PF no Espírito Santo.

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A Superintendência da Polícia Federal no Espírito Santo foi procurada para informar quando a medida deve entrar em vigor e ainda não se manifestou.

A decisão com relação ao caso foi publicada no Diário Oficial da União. O documento relata que além dos casos de assédio, o delegado teria ainda “utilizado viatura oficial, cedida pela Justiça para uso em serviço, para seu próprio transporte de ida e volta ao local de embarque de lancha particular e à Delegacia de Polícia Civil em momento posterior, aparentando, em todo tempo, estado de embriaguez”.

Segundo o relato das vítimas na época, o delegado chegou a encher uma lata com água e jogar na cabeça de uma delas. “Ele agarrou na parte debaixo do meu biquíni e puxou. Ele fez isso com a minha amiga também. Depois jogou uma latinha em mim, mas não acertou. Daí ele encheu a lata de água e acertou na cabeça da minha amiga”.

Foto: Divulgação

Ainda de acordo com elas, o homem fazia ameaças. “Eu estava com muito medo porque ele estava transtornado. Falava que era delegado federal e que ninguém poderia detê-lo”. Após a confusão na lancha, Luis Felipe Felipe da Silva teria ainda ido até a delegacia onde as mulheres registravam boletim de ocorrência sobre o caso. “Meu rosto ficou sangrando e ele não se importou pelo fato de eu estar ferida. Fomos direto para a delegacia de flagrante e ele foi atrás da gente. Chegou até a cair no chão de tão alcoolizado que estava”.

Na época, a Polícia Civil abriu uma investigação sobre o caso. A Secretaria de Segurança Pública informou que o inquérito foi conduzido pela 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (1ª DEAM) de Palmas. O inquérito foi finalizado e remetido ao Poder Judiciário.