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Um advogado, insatisfeito com a decisão de uma desembargadora que negou um pedido de habeas corpus a comparou a um jumento. O caso aconteceu em meio a um processo para sua cliente em Goiânia (GO). Posteriormente, quando a desembargadora moveu um processo contra o advogado, este faltou a uma audiência de instrução e julgamento, solicitando o adiamento com a justificativa de que tinha um encontro para fazer sexo.
No pedido de adiamento, o advogado utilizou termos vulgares para descrever suas intenções sexuais. O Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) repudiou veementemente as declarações do advogado, destacando que desrespeitam a honra da desembargadora e princípios éticos fundamentais.
A Ordem dos Advogados do Brasil em Goiás (OAB-GO) informou que os eventos serão analisados pelo Tribunal de Ética e Disciplina (TED), observando rigorosamente o sigilo legal. O advogado Felipe Crosara, representando a desembargadora, expressou tristeza com a situação, ressaltando que tais agressões prejudicam a imagem do Judiciário e da advocacia.
A Associação dos Magistrados do Estado de Goiás (Asmego) repudiou os acontecimentos, tomando medidas como a apresentação de uma representação junto ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e às OABs estadual e federal. Buscam a suspensão do direito de advocacia do advogado em questão.
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A desavença teve início quando o advogado comparou a desembargadora a um jumento em dezembro de 2022, após ela negar um pedido liminar de habeas corpus. O embate se intensificou com uma petição urgente do advogado, criticando a capacidade da desembargadora em um plantão judiciário.
O processo legal evoluiu para uma queixa-crime movida pela desembargadora, acusando o advogado de injúria. Além disso, o advogado solicitou o adiamento de uma audiência referente ao processo, justificando-se com um compromisso sexual e apresentando documentação médica para respaldar alegações de problemas de saúde.
A Asmego e o TJ-GO reiteraram o repúdio aos eventos, destacando a importância do respeito mútuo no sistema de Justiça. O TJ-GO expressou confiança nas providências adotadas pela OAB-GO para apurar a infração ético-disciplinar, sem descartar medidas na esfera penal.
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