Adolescente baleada pela PM após apontar faca para os policiais durante surto psicótico

Caso foi registrado em Araguaína, no norte do Tocantins. Jovem foi atingida no abdômen e está internada no hospital.

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A adolescente de 15 anos que foi baleada na barriga pela Polícia Militar durante um surto psicótico na na madrugada de sábado (10). em Araguaína, no norte do estado. A corporação afirma que a jovem teria ameaçado os policiais e outras pessoas com uma faca.

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A PM informou que inicialmente, os policiais foram chamados para auxiliar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). A Corporação afirma que a jovem, em surto, apresentava comportamento agressivo e agitado, ameaçando tanto a integridade física de terceiros quanto a sua própria.

A PM afirmou ainda que que tentou conversar com a adolescente várias vezes, mas ela permaneceu trancada dentro de casa por um longo período, golpeando a janela e o chão com uma faca.

Após um certo tempo, a adolescente saiu correndo de dentro da residência e, ainda com a faca em mãos, teria avançado em direção às equipes do Samu e aos policiais. Nesse momento, foram efetuados dois disparos de arma de fogo, resultando no ferimento abdominal da jovem.

Ela socorrida pelo Samu e encaminhada ao Hospital Regional de Araguaína, onde foi submetida a uma cirurgia.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (SES), após passar por uma cirurgia, a adolescente está “sob os cuidados da equipe multiprofissional da unidade”. No entanto, não foram divulgadas informações sobre o estado atual de sua saúde.

Outro caso

Este episódio ocorreu pouco mais de um mês após um idoso de 73 anos, também em estado de surto psicótico, ser fatalmente baleado por policiais militares em Palmas. A vítima sofria de esquizofrenia, e sua família alegou falta de preparo por parte dos policiais durante a intervenção.

Indagada sobre a disponibilidade de armas não letais para lidar com pessoas em condições psicológicas alteradas e se haveria investigação sobre a conduta dos policiais envolvidos, a assessoria da PM respondeu que o “procedimento operacional padrão orienta o uso de armas de fogo em casos de resistência ativa e ataque com arma branca, priorizando a segurança das vítimas e dos profissionais envolvidos durante a ocorrência”.