Suposto serial killer de Araguaína assassinava vítimas apenas por ‘prazer repugnante de matar’; diz MP

Renan Barros da Silva foi denunciado pelo Ministério Público nesta segunda-feira (22). No documento, o suspeito é descrito pelo promotor Guilherme Cintra Deleuse como uma 'pessoa sádica'.

Compartilhe

O Ministério Público do Tocantins (MPTO) apresentou a primeira denúncia contra Renan Barros da Silva, apontado pela Polícia Civil como um serial killer que seria responsável por assassinatos em pelo menos dois estados. No documento, o homem é acusado de matar três pessoas numa mesma noite, tentar matar mais uma e esconder os corpos.

De acordo com o promotor Guilherme Cintra Deleuse, que assina a denúncia, os crimes não tinham outra motivação que não o “prazer repugnante de matar”. Renan Barros é descrito como uma “pessoa sádica” que não se importou em colocar a vida de ainda mais pessoas em risco, já que os disparos foram feitos em locais públicos.

As acusações específicas são pelas mortes de Francisco Regis Freitas Gonçalves, Manoel Cassiano de Oliveira e Simião Neto Pereira, todas na noite de 27 de maio deste ano em Araguaína. Eles andavam de motocicleta pelas ruas da cidade quando receberam tiros supostamente disparados por Renan e caíram.

A pessoa que seria a quarta vítima da noite conseguiu fugir e pedir ajuda da Polícia Militar.

Foto: Reprodução

Além dos crimes registrados em 27 de maio, a Polícia Civil investiga a participação dele em outros dois homicídios no Tocantins e um no Maranhão que ficaram de fora desta primeira denúncia. O documento foi enviado à Justiça nesta segunda-feira (22) e deve ser analisado por um juiz da Comarca de Araguaína. O magistrado é quem vai decidir se as provas apresentadas até o momento são suficientes para transformar o suspeito em réu e iniciar um processo para que ele seja julgado.

“Ficou comprovado que o denunciado fazia tocaia em um matagal, estando ele à espreita; e [agiu] por meio de recurso que impossibilitou a defesa das vítimas, oportunidade em que se colocava à frente das vítimas com a arma empunhada”, disse o promotor.

*Por G1