Prefeito de Palmas vira réu por injuria e difamação a procurador municipal

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O tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO) decidiu, com base a partir do voto da relatora, juíza Célia Regina Regis, que o prefeito de Palmas Carlos Amastha passa a ser réu em ação penal que irá apurar se houve crime de injúria e difamação contra um procurador municipal, Antonio Chrysippo de Aguiar, autor da queixa-crime recebida por unanimidade. A decisão foi tomada na sessão judicial desta quinta-feira (3).

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Conforme a denúncia, o procurador municipal foi nomeado em 2015 para compor o Conselho do Fundo Municipal de Previdência de Palmas e, diante da demora em tomar posse, um site de notícias questionou o prefeito sobre a situação. Ao site, conforme a queixa-crime, o prefeito declarou que não empossaria o procurador porque ele ficaria ‘infernizando a administração’ e ‘falando mentiras’.

Segundo a queixa, a primeira afirmação do gestor seria “injúria”, por ofender a honra da vítima e a segunda “difamação”, por estar relacionada ao exercício da função da vítima, que é servidor público municipal.

Ao votar pelo recebimento da denúncia, a relatora ressaltou que oportunizou às partes a realização de audiência preliminar para eventual transação penal ou proposta de suspensão condicional. As três designações de datas para a audiência não tiveram êxito, em razão do não comparecimento das partes ou por desinteresse de alguma parte no acordo e, por isso, o processo teria que prosseguir até o julgamento de mérito.

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