Portuenses protestam contra projeto de lei que concede direito de exploração de lixo próximo ao lago

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Nas redes sociais um grupo de portuenses protesta nas redes sociais contra o projeto de lei de autorização de outorga de concessão dos serviços de implantação, operação e manutenção da destinação final dos resíduos sólidos urbanos. Eles reclamam do fato do projeto tramitar em regime de urgência na Câmara Municipal, ou seja, durante o recesso parlamentar.

Em uma postagem que circula pelo whatsapp, o advogado Luiz Antônio questiona o o regime de urgência, sem qualquer discussão e informação a sociedade. Ele diz estranhar a pressa e lembra que já “existe um empreendimento particular localizado às margens córrego Água Suja destinado ao recebimento de lixo de qualquer natureza, não só de Porto Nacional como de cidades circunvizinhas”.

Já o Capitão Diogenes Filho publicou em seu perfil do Facebook sua preocupação com projeto que autoriza o município a licitar áreas para aterro sanitário e concede o direito de exploração para empresas privadas, por um período de 35 anos.
“A nossa preocupação é um espaço situado nas proximidades do lago, o qual poderá ser utilizado para reciclar e tratar lixo hospitalar. Na oportunidade, juntamente com uma família proprietária de uma chácara nas proximidades do empreendimento, em reunião com o presidente da Câmara Adael, em que colocamos a necessidade de uma audiência pública, para que possamos nos inteirar dos verdadeiros impactos que tal empreendimento causará á população”, escreveu.

Diogenes diz ainda, esperar que os vereadores tenham responsabilidade ao analisarem algo que pode trazer imensuráveis prejuízos a população de portuense e demais municípios banhados pelo lago.

Em uma outra postagem na mesma rede social, dayvid Fernandes  alega já ter denunciado sobre o caso anteriormente e que “não acredito que os vereadores vão cometer a irresponsabilidade em votar a favor desse absurdo”.

O tema foi colocado em pauta na Câmara Municipal de Porto Nacional na segunda- feira (10), mas por uma questão regimental, o projeto de lei não pode ser apreciado na casa de leis por um período inferior a 10 dias.