Policial militar acusado de integrar grupo de extermínio vai júri popular em Gurupi

Após ser adiada 5 vezes, começa nesta sexta-feira (10), a Sessão do Tribunal do juri. Edson Vieira Fernandes, é acusado de integrar grupo de extermínio que causou mortes no sul do Tocantins.

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O policial militar Edson Vieira Fernandes, acusado de pertencer a um grupo de extermínio ativo em Gurupi, será submetido a julgamento popular nesta sexta-feira (10). Ele foi denunciado pelo Ministério Público do Tocantins em novembro de 2018.

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Segundo a acusação, Edson, juntamente com o 3º sargento da PM, Gustavo Teles, participou do assassinato de Manoel Pereira da Silva e Getúlio Ferreira Martins na madrugada de 23 de julho de 2018, no Setor Alto dos Buritis. No mesmo dia, Teles foi morto em um confronto com a Polícia Civil.

No momento dos assassinatos, Fernandes estava conduzindo uma moto e chegou a um bar acompanhado com o outro policial militar. Teles, que estava na garupa, efetuou os disparos que resultaram nas mortes de Manoel Pereira da Silva e Getúlio Ferreira Martins.

De acordo com as investigações, as vítimas foram mortas porque eram usuárias de drogas, e as ações do grupo tinham como objetivo “eliminar elementos sociais indesejáveis” da comunidade local.

A denúncia do Ministério Público solicita que a pena de Edson seja aumentada, considerando que as mortes foram motivadas por razão torpe e emprego de recurso que dificultou a defesa das vítimas.

A sustentação oral no julgamento será realizada pelo promotor de Justiça Rafael Pinto Alamy, titular da 4ª Promotoria de Justiça de Gurupi, e pelos promotores Rogério Rodrigo Ferreira Mota e Benedicto de Oliveira Guedes Neto, membros do Núcleo do Tribunal do Júri (MPNujuri) do MPTO.

Verificações indicam que entre 2018 e 2022, Edson foi alvo de seis denúncias do Ministério Público por outros homicídios.

Outros crimes: Conforme um laudo pericial que analisou a arma utilizada nos assassinatos de Neuralice Pereira de Matos e Nataniel Glória de Medeiros, ocorridos também em Gurupi na noite de 22 para 23 de outubro de 2018, a mesma arma teria sido utilizada em outros 17 assassinatos.

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