PM detém marinheiro que conduzia embarcação no lago de Palmas

Corporação afirmou que ele descumpriu o decreto municipal que proíbe aglomerações, mas Associação dos Flutuantes afirma que fiscalização é feita pela Marinha. Marinho disse que foi agredido pelos policiais.

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A Polícia Militar deteve um marinheiro na praia da Graciosa, em Palmas, neste domingo (21). O homem foi levado para uma delegacia por conduzir um flutuante no lago. Segundo a corporação, ele descumpriu o decreto municipal que proíbe aglomerações. A Prefeitura de Palmas informou que por causa da pandemia as embarcações estão proibidas de circular.

A PM informou que foi chamada para averiguar uma situação de aglomeração de pessoas. No local uma fiscal da vigilância sanitária relatou que, por causa da legislação municipal, os flutuantes estão proibidas de fazer passeios e que o homem deveria ser impedido de conduzir a embarcação.

A corporação afirmou que o condutor da embarcação abordada se negou a apresentar os documentos de porte obrigatório e foi levado à delegacia de Polícia Civil pelo crime de desobediência.

Já o marinheiro disse que entregou o documento, estava identificado e uniformizado. Durante o procedimento, o profissional informou foi algemado e agredido pelos policiais.

“Recebi uns tapas dentro da viatura, um no peito e outro na boca. Já passei pelo IML para o corpo de delito. […] Teve esse constrangimento e fui tratado como bandido”, disse Gustavo Marcelo Silva.

Ele disse que alguns flutuantes fizeram passeios no mesmo dia e que a abordagem aconteceu após profissionais da Marinha saírem do píer. “A Marinha, antes de acontecer, estava lá e fiscalizou. Olharam os documentos, os extintores e disse que estava liberada a embarcação para navegar”, relatou Gustavo.

A PM ainda não se manifestou sobre as agressões.

A associação dos flutuantes de Palmas informou que a Marinha é responsável pela fiscalização e que os condutores de embarcações estão trabalhando com autorização Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

conforme o presidente da associação, Aurismar Pererira Cavalcante, os flutuantes podem funcionar com 50% da capacidade e que só nove pessoas estavam na embarcação quando houve a abordagem.