Nesta segunda-feira (13), a Justiça condenou Cleudson Ferreira de Almeida foi condenado a 42 anos de prisão por matar a pauladas a namorada Benilde Pereira Milhomem, de 42 anos, e o filho dela, Enzo Daniel Milhomem Soares, de apenas 7 anos. Os assassinatos ocorreram em maio deste ano em Cariri do Tocantins, no sul do estado,
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Os corpos foram encontrados durante uma visita de um agente comunitário de saúde. Na época, o crime chocou os moradores da cidade. O julgamento foi realizado no Fórum de Gurupi, no sul do estado. O condenado já tinha confessado o crime e a defesa tentava retirar algum dos agravantes da acusação.
Conforme consta nos autos, foi concluído que Cleudson foi autor dos golpes contra as vítimas e que ele agiu de forma cruel com recurso que impossibilitou a defesa de Benilde e do filho em razão da surpresa das diversas pauladas.
A promotoria pedia a condenação por homicídio triplamente qualificado de cada vítima. Entre as qualificadoras estão o motivo torpe. Ao final do júri popular o homem foi condenado a 24 anos de prisão pelo crime de feminicídio e mais 18 anos pelo homicídio qualificado da criança. As penas devem ser cumpridas inicialmente em regime fechado.

Com faixas e cartazes, parentes das vítimas fizeram um protesto na porta do Fórum. O irmão de Benilde, Carlos Antônio Pereira, esteve no local. “Eu acho que não tem justificativa, não tem como ele alegar alguma coisa porque foi de forma brutal. Quebrou o carro dela, quebrou a casa. Foi horrível. Covardia total de um homem”, disse.
Chorando, Márcia Lopes, lamentou as mortes. “Hoje nós estamos aqui clamando por justiça. Que nenhuma outra mulher possa passar por isso e que eles [Benilde e Enzo] estejam em um bom lugar, descansando”.
O crime
Benilde Pereira Milhomem e o filho, o pequeno Enzo Daniel Milhomem Soares, foram mortos de forma brutal em um assentamento chamado Santa Rita, na zona rural da cidade. Os dois teriam sido espancados até a morte com um pedaço de madeira. As investigações apontaram que a criança foi morta depois de ver a mãe ser assassinada.

Os corpos foram encontrados por um agente comunitário de saúde que foi até o local para uma visita. Na época a Polícia Militar informou que o suspeito estava no local do crime quando as autoridades chegaram e confessou o crime.
O motivo dos assassinatos seria uma discussão do casal na noite anterior. Na época do crime, mensagens com ameaças do namorado são encontradas no celular da mulher.
O menino não era filho de Cleudson Ferreira. Enzo Daniel teria sido morto para que não houvesse testemunha do crime. Um pedaço de madeira que seria a arma do crime foi apreendido no local, assim como a roupa suja de sangue que suspeito usava na noite do crime e um celular.
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