Jovem com doença rara corre o risco de morrer dormindo se não conseguir aparelho que custa R$ 50 mil

Geovana Vitória Dourado, que completou 18 anos no hospital, passa por tratamento contra insuficiência respiratória causada pela doença miastenia gravis.

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Geovana Vitória Dourado, uma jovem de 18 anos, está enfrentando uma batalha há dois meses, confinada em uma cama de hospital devido a uma doença grave que compromete sua respiração. Natural de Araguaína, no norte do Tocantins, ela precisa urgentemente de um equipamento que custa mais de R$ 50 mil para garantir sua sobrevivência. Sem esse dispositivo vital, sua vida está em sério risco durante o sono, mantendo-a no hospital e impedindo-a de retornar ao conforto de sua casa.

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A história de Geovana, carinhosamente chamada de Geh pela família, foi compartilhada pela sua mãe, Sandra Darc de Souza Aguiar Dourado, de 42 anos. Desde os quatro anos de idade, Geh luta contra os sintomas da miastenia gravis, uma condição autoimune que causa fraqueza muscular, agravando-se ao longo do dia e podendo levar à insuficiência respiratória, como é o caso de Geovana.

A irmão, Lethycia Dourado, de 25 anos, também está acompanhando de perto essa jornada desde o diagnóstico da doença. Ela expressa profunda preocupação com a situação de Geh, descrevendo-a como um “milagre de Deus”, cuja vida está em perigo iminente sem o equipamento necessário.

Desde janeiro deste ano, Geovana e sua mãe estão em um hospital em Brasília, já que não havia tratamento disponível para sua condição em Araguaína. As visitas à capital federal já eram comuns desde que a doença foi diagnosticada, ainda na infância.

“Durante todos esses anos, trouxe-a para consultas em Brasília porque não tínhamos muitas opções. Durante a pandemia, perdemos uma consulta dela. Mas em janeiro de 2024, consegui trazê-la de volta aqui porque seu estado de saúde estava se deteriorando e não havia hospital adequado ou especialistas para cuidar dela em Araguaína”, explicou a mãe.

Aniversário no hospital

Geovana completou 18 anos enquanto estava internada no hospital, em 9 de março. Apesar das circunstâncias difíceis, uma pequena celebração foi organizada para garantir que a data não passasse em branco. Lethycia destaca a fé inabalável de sua irmã, que mantém um espírito positivo, mesmo enfrentando uma situação tão delicada.

Jovem com doença rara corre o risco de morrer dormindo se não conseguir aparelho que custa R$ 50 mil
Foto: Divulgação

Tratamento

“Ela sempre diz que está bem, embora saibamos que não esteja. Sua fé em Deus é inabalável. Os médicos dizem muitas coisas, mas ela não aceita, porque afirma ter promessas de Deus e acredita que não morrerá”, compartilhou Lethycia.

No entanto, desde o início de sua internação em Brasília, Geovana tem enfrentado problemas adicionais que agravam ainda mais sua frágil condição de saúde. Para se alimentar, ela precisa de uma sonda, inicialmente inserida pelo nariz. No entanto, quando a sonda foi transferida para o estômago, surgiram úlceras.

Jovem com doença rara corre o risco de morrer dormindo se não conseguir aparelho que custa R$ 50 mil
Foto: Divulgação

“Não deu certo. Ela teve uma infecção e passou por um momento muito doloroso. Só agora ela melhorou dessa dor. E os médicos precisam mantê-la aqui no hospital devido à sua insuficiência respiratória”, afirmou Sandra.

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Para proporcionar a Geovana uma respiração mais confortável e eficaz, a família precisa adquirir um aparelho chamado Bbap, cujo custo ultrapassa os R$ 50 mil. Uma campanha está sendo realizada nas redes sociais para angariar os fundos necessários.

“Só podemos dar alta para ela depois de adquirir esse aparelho, que é um suporte vital. Existem modelos com diferentes preços, mas o que ela precisa é para casos graves de insuficiência. O modelo mínimo que encontramos custa R$ 52 mil”, explicou a mãe.

Enquanto isso, Sandra está buscando assistência das autoridades públicas em Brasília para obter acesso ao aparelho de suporte vital. Atualmente, Geovana não pode ficar por muito tempo sem o respirador devido à fadiga que apresenta. No entanto, a família mantém a esperança de proporcionar à jovem uma melhor qualidade de vida.

“Não é fácil, mas estou me apoiando em Deus. Quando ela era bebê, eu a criava para que minha mãe pudesse trabalhar, até que ela foi diagnosticada com a doença. Sempre fomos muito unidas. Nunca vi ninguém com um coração tão humilde e gentil quanto o dela. Vê-la nessa situação dói demais. Se eu pudesse, daria todas as minhas forças, daria minha vida por ela. Mas Deus sabe todas as coisas, e eu confio nele para que tudo dê certo”, concluiu Lethycia.

*Com informações do G1