Alunos de medicina simulam masturbação durante jogo de vôlei feminino em SP; Vídeo

Caso, que aconteceu em abril durante torneio universitário em São Carlos, começou a viralizar neste fim de semana. Polícia abriu investigação e MEC dá 15 dias para Unisa mostrar medidas tomadas.

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Estudantes do curso de medicina da Universidade Santo Amaro (Unisa) foram filmados em um vídeo onde simularam uma masturbação coletiva durante um jogo de vôlei feminino de um campeonato universitário. O incidente ocorreu em abril, mas o vídeo se tornou público recentemente, gerando indignação e repercussão nas redes sociais.

Assista o vídeo:

A Polícia Civil de São Carlos, no interior de São Paulo, está investigando o casoe. O Ministério da Educação (MEC) notificou a Unisa e deu um prazo de 15 dias para a universidade informar quais providências foram tomadas em relação ao caso.

O ministro da Educação, Camilo Santana, condenou veementemente o incidente. Ele informou que determinou que a pasta notificasse a Unisa “para apurar quais as providências tomadas pela instituição em relação ao episódio que envolveu estudantes do curso de medicina durante partida de vôlei feminino que fazia parte das competições da Intermed, sob pena de abertura de procedimento de supervisão e adoção de medidas disciplinares.

Os estudantes envolvidos pertencem ao time de futsal da faculdade e estavam na plateia durante o jogo de vôlei feminino. Eles abaixaram as calças e tocaram em suas partes íntimas enquanto o jogo estava em andamento.

A Universidade São Camilo, que estava competindo no jogo contra a Unisa, confirmou o caso e declarou que não houve relatos de importunação sexual por parte de suas alunas. A Unisa não emitiu nenhum comunicado sobre o incidente até o momento.

O Centro Universitário São Camilo alegou que o caso poderia ser enquadrado como atentado ao pudor, mas nenhuma aluna registrou uma queixa oficial. A União Nacional dos Estudantes (UNE) também está cobrando uma posição da Unisa sobre o caso.

O Ministério das Mulheres também se pronunciou sobre o caso, enfatizando seu compromisso em enfrentar práticas que limitem ou impeçam a participação das estudantes como cidadãs e trabalhar para tornar as universidades espaços seguros, livres de violência.

A Associação Atlética Acadêmica José Douglas Dallora, da Unisa, divulgou uma nota afirmando que as filmagens não representam seus princípios e valores, destacando que não tolera ou compactua com atos de abuso ou discriminação.

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