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Após determinar que o ex-jogador Ronaldinho Gaúcho e seu irmão Roberto de Assis fossem detidos, a Justiça do Paraguai determinou neste sábado (6) a manutenção da prisão preventiva deles. O caso se trata do uso de passaportes falsos para entrar no país. A ordem de pisão preventiva foi dada pela juíza Clara Ruíz Díaz.
O promotor Osmar Legal pediu a manutenção da prisão preventiva dos brasileiros, alegando “risco de fuga e que o Brasil não extradita seus cidadãos”. A prisão preventiva pode durar até seis meses.
A defesa dos irmãos tenta transformar o caso em prisão domiciliar. Ela alega que Assis tem um problema no coração e que precisa de cuidados médicos.
O promotor também solicitou a prisão preventiva da empresária Dalia López, responsável pela ida de Ronaldinho ao Paraguai.
Os ex-jogar e o irmão prestaram depoimento mais cedo e passaram a noite anterior em uma prisão em Assunção, onde devem permanecer neste sábado. Ronaldinho chegou algemado à audiência, mas com as mãos cobertas.
Ronaldinho e Assis, também ex-jogador de futebol, são investigados por suspeita de uso de documentos de identificação paraguaios falsos. O caso ocorreu na quarta-feira (4). Ao G1, advogado de Ronaldinho afirmou que a Justiça do Paraguai cometeu abuso de autoridade ao algemar o ex-atacante.
Com a prisão preventiva de Ronaldinho mantida, Tarek Tuma Marín, um dos advogados que representa o ex-jogador, disse que vai recorrer e classificou a decisão da juíza de “irracional, arbitrária e leviana”, destacou.
Intermediário tocantinense
Wilomendes Souza Lira, tocantinense de Porto Nacional, é o empresário apontado pelo ex-jogador e o irmão como facilitador dos passaportes falsos. Ele é o principal suspeito de de falsificar os documentos de Ronaldinho Gaucho e o irmão.
Aos 45 anos, o portuense radicado e Brasília há pelo menos uma década, escolheu uma vida de privacidade. Ele não possui conta em nenhuma rede social.

Mas o anonimato deixou de ser possível após Wilmondes ser detido com Ronaldinho e Assis em um hotel de Assunção. Segundo a defesa dos dois últimos, ele é o principal responsável pela entrega dos passaportes falsificados.
Nessa quinta, antes de voltar atrás, o Ministério Público do Paraguai havia decidido não acusar Ronaldinho Gaúcho e Assis, considerando que ambos “foram enganados em sua boa fé”.
O órgão, no entanto, pediu a prisão preventiva de Wilmondes Lira, e também acusou as paraguaias María Isabel Galloso e Esperanza Apolonia Caballero, donas dos passaportes e identidades adulteradas para os dados de Ronaldinho e Assis.
O portuense é acusado pelos crimes de produção de documentos não autênticos, uso de documentos públicos de conteúdo falso e falsidade ideológica. Nesta sexta-feira, após ter escolhido o silêncio no dia anterior, ele deu sua versão do caso.
Wilmondes nega ter participado da confecção dos passaportes e identidades falsas e diz ter sido apenas intermediário do caso, com a função de levar os documentos ao Brasil. Segundo ele, a documentação foi solicitada por alguém ligado a Ronaldinho e seu irmão, Assis.
Relação com Ronaldinho
Pouco se sabe até o momento sobre a proximidade entre Wilmondes e o staff de Ronaldinho Gaúcho. Ao que tudo indica, eles nunca foram próximos, e a relação repentina estaria ligada à empresária paraguaia Dalia López, presidente da Fundação Fraternidade Angelical, ONG responsável por um dos eventos que levou o ex-jogador ao Paraguai.
Dalia é amiga de Paula Oliveira Lira, esposa de Wilmondes. Em uma entrevista recente a revista “Caras”, da Argentina, a paraguaia cita Paula como uma das grandes incentivadoras de sua ONG.
*Com informações do G1 e Globo Esporte
