Um homem de 28 anos, conhecido como “Gordinho” foi preso suspeito de chefiar quadrilha suspeita de furtar gado em várias propriedades rurais da região sul do Tocantins. De acordo com a Polícia Civil, ‘Gordinho’, o grupo criminoso fazia amizade com vaqueiros de várias fazendas para obter ajuda dos funcionários. Eles prometiam pagá-los com parte do lucro que conseguia com a venda dos animais furtados.
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O investigado foi localizado e detido durante operação ‘Apolo” nesta quarta-feira (5), em Uruaçu (GO). Ele deve ser recambiado para um presídio de Gurupi ainda nesta quinta-feira (6).
As investigações aponta quem o homem seria o “mentor intelectual de um grupo de pessoas que, há anos, vem cometendo diversos furtos de cabeças de gado”. Segundo a polícia, crimes comandados por ‘Gordinho’ já foram registrados em Gurupi, Figueirópolis, Alvorada, Cariri e Formoso do Araguaia.
De acordo com o delegado Rossílio Correia, a quadrilha sempre tinha ajuda do vaqueiro da fazenda furtada. O grupo procurava agir em propriedades com grande número de cabeças de gado e pouco controle na contagem. Quando os donos descobriam os furtos, já haviam se passado dias ou meses.
Durante as investigações, que começaram há meses, foram encontradas conversas que mostram o planejamento e execução de crimes na região.
A última atuação da quadrilha foi no dia 27 de fevereiro deste ano em uma fazenda de Figueirópolis. Para a polícia, a quadrilha contou com a ajuda do vaqueiro da propriedade vizinha para 33 animais de um fazendeiro. O dono estava viajando quando o crime aconteceu. O funcionário confessou a participação no furto e entregou os comparsas no crime.
Durante a operação foram identificadas cinco integrantes do esquema criminoso, sendo um morador de Gurupi, um de Cariri, um de Figueirópolis e dois em Alvorada.
‘Gordinho’ já possuía, na ficha de antecedentes criminais, processos por furto de gado. Ele será indiciado por furto qualificado e formação de quadrilha.
O inquérito policial será concluído ainda esta semana e encaminhado ao Poder judiciário.
Modus operandi
Segundo as investigações, ‘Gordinho’ sempre coordenava as ações criminosas. “Antes de furtar o gado, o chefe do grupo fazia contato e amizade com funcionários de fazendas e se comprometia a pagar um percentual do gado a ser furtado, que girava em torno de 30% a 40% do total do valor dos animais”, explicou o delegado Rossílio.
O grupo ainda escolhia um dia chuvoso e uma data em que o proprietário não se encontrasse na fazenda e, com a ajuda do vaqueiro, que se tornava comparsa, colocavam o gado furtado no curral da própria fazendo ou da área de um vizinho.
Depois que os animais estavam separados e presos, ‘Gordinho’ entrava em contato com um caminhoneiro que transportava o gado. Depois, com uso de notas fiscais falsas, os animais eram revendidos a receptadores da região.