Polícia indicia falso fisioterapeuta por abusar sexualmente de jovem após ela sofrer aborto no norte do Tocantins Tocantins

Crimes teriam acontecidos dentro de uma clínica de Araguaína, onde o suspeito trabalhava como terapeuta holístico, segundo a Polícia Civil.

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A Polícia Civil do Tocantins indiciou um homem de 39 anos, que se passou por fisioterapeuta, pelos crimes de violação sexual mediante fraude e falsa identidade. O suspeito, identificado pelas iniciais W.P.A, teria abusado sexualmente uma jovem de 25 anos dentro de uma clínica em Araguaína, no norte do estado.

De acordo com a polícia, a vítima tinha sofrido um aborto e, por isso, procurava ajuda profissional. As investigações apontaram que os crimes foram praticados em agosto deste ano dentro de uma clínica onde o homem trabalhava como terapeuta holístico. Depois da denúncia, o suspeito foi demitido.

A polícia apurou que a vítima tinha acabado de passar por um procedimento de curetagem – processo necessário para limpeza do útero após um aborto incompleto. Ela foi até uma clínica da cidade para realizar um exame de tireoide e, enquanto aguardava na recepção, foi abordada pelo homem que se identificou como fisioterapeuta.

Ainda segundo a polícia, o falso profissional questionou se a jovem estaria com tensões nos músculos e a vítima teria respondido que sentia dores nas articulações. Com muita insistência o suspeito conseguiu convencê-la a entrar em um consultório da clínica.

Já dentro da sala, o investigado passou a fazer massagem nos ombros da vítima. As investigações apontam que, em determinado momento, o falso fisioterapeuta afirmou que precisava massagear também as costas da mulher e pediu para ela abaixar o vestido.

As investigações apontam também que a mulher nunca tinha passado pelo procedimento e achava que era normal, mas logo começou a desconfiar do comportamento do homem. “O autor passou a aprofundar as massagens pegando em suas nádegas e próximo a virilha, tendo afirmado que os seios da vítima eram muito bonitos pedindo para vê-los, sendo negado pela vítima”, informou a Secretaria de Segurança Pública.

Na sequência o homem teria encostado o órgão genital no corpo da vítima, perguntado se a mulher era casada e se ela estaria interessada em “algo a mais”. A polícia informou que a jovem se levantou da cadeira e afirmou que desejava sair do local.

O suspeito pediu desculpas e disse para a vítima não contar a ninguém sobre o que tinha ocorrido no consultório. Ao sair da clínica a mulher procurou uma delegacia da Polícia Civil e relatou o caso, que começou a ser investigado.

Após a conclusão do inquérito, o investigado foi indiciado por dois crimes: violação sexual mediante fraude (art. 215, do Código Penal) e falsa identidade (art. 307, do Código Penal).

O inquérito foi enviado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público para que as medidas legais cabíveis sejam adotadas.