Operação faz buscas em 7 estados contra 53 suspeitos de estimular e financiar atos golpistas do 8/1

PF cumpre 53 mandados na 16ª fase da Lesa Pátria e dois deles são cumpridos no Tocantins. STF também autorizou bloqueios de bens e valores para eventual ressarcimento do poder público.

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A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (5), mais uma fase da operação contra suspeitos de incitar e financiar os atos golpistas do dia 8 de janeiro. Ao todos os agentes cumprem 53 mandados de busca e apreensão contra os envolvidos.

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As ordens judiciais foram autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e estão sendo cumpridos em endereços localizados em sete estados brasileiros: Ceará (2 mandados), Mato Grosso do Sul (2), Minas Gerais (26), Paraná (6), Santa Catarina (3), São Paulo (12) e Tocantins (2).

De acordo com a PF, a Justiça também determinou o bloqueio de bens dos alvos desses mandados. Estima-se que os danos causados aos edifícios na Esplanada dos Ministérios ultrapassem os R$ 40 milhões, e os responsáveis podem ser condenados a ressarcir os cofres públicos.

Esta operação faz parte da 16ª fase da chamada operação Lesa Pátria, que foi iniciada logo após os eventos de vandalismo em Brasília. Seu objetivo é investigar e capturar os envolvidos na destruição de patrimônio público e no estímulo ao golpismo.

Até o momento, a operação Lesa Pátria já contabiliza:

  • 78 mandados de prisão cumpridos;
  • 277 mandados de busca e apreensão cumpridos;
  • 17 inquéritos instaurados.

De acordo com a Polícia Federal, o foco da investigação desta nova fase está nos financiadores, tanto pequenos quanto grandes, que custearam o transporte dos manifestantes para os eventos de 8 de janeiro. A corporação afirma que esse financiamento possibilitou a chegada massiva dos participantes aos atos em Brasília, que foram considerados um dos maiores atentados à democracia na história recente do país.

Manifestantes em ato golpista no dia 8 de janeiro 2023

Além das buscas nos endereços dos financiadores, a PF também está apreendendo passaportes, bens e armas. O objetivo é “descapitalizar” essas pessoas para garantir o ressarcimento ao erário pelos prejuízos causados em janeiro, estimados em R$ 40 milhões.

Esta fase da operação Lesa Pátria é considerada uma das mais importantes pela equipe de investigação. Além de desestruturar o apoio financeiro aos eventos, ela ocorre na Semana da Pátria, poucos dias antes do feriado de 7 de Setembro, como um lembrete da atuação das instituições contra tentativas golpistas.