MP denuncia suspeitos de executar dono de postos na frente da esposa e dos filhos em Palmas

Denúncia ainda será analisada pela Justiça criminal. Dupla deve responder por homicídio triplamente qualificado.

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Ministério Público do Tocantins apresentou denuncia contra os dois suspeitos de assassinato do empresário Nilton Alcântara Neves, de 60 anos. Adalto Ramalho e Eder Pereira são acusados de homicídio triplamente qualificado.

O empresário era sócio-proprietário de uma rede de postos em Palmas. Ele foi assassinado a tiros em janeiro de 2022, no posto ASR-SE 75 (Antiga 712 Sul), o qual ele era dono. O crime aconteceu na presença de sua esposa e filhos.

Segundo a denuncia, os dois suspeitos teriam sido contratados por um terceiro indivíduo, ainda não identificado.

A denúncia foi apresentada pela 1ª Promotoria de Justiça da capital nesta segunda-feira (26). De acordo com o Ministério Público, o crime ocorreu mediante pagamento, representando perigo comum e impossibilitando a defesa da vítima.

Foto: Divulgação

“Com base nas provas obtidas durante a investigação (incluindo conversas obtidas por meio da quebra de sigilo de dados), o crime foi encomendado por um terceiro não identificado nos registros, que prometeu pagar a Eder Pereira a quantia de R$ 200.000,00”, afirma um trecho da denúncia.

Adalto Ramalho e Eder Pereira foram presos em fevereiro deste ano no Mato Grosso e posteriormente transferidos para Palmas. A investigação policial conseguiu reconstruir o itinerário deles na capital antes e depois do assassinato do empresário.

A denúncia agora aguarda análise do juiz criminal.

O crime

O empresário Nilton Alcântara Neves, presidente da rede Petrolíder, foi morto a tiros em um dos posto de combustíveis da rede. Testemunhas afirmaram que o empresário chegou ao local simultaneamente com sua esposa e filhos. Nilton desceu do carro para conversar com a esposa quando foi abordado pelo agressor.

O delegado Guido Camilo, responsável pelo caso, informou que a vítima foi atingida por pelo menos seis tiros no tórax.

Imagens de câmeras de segurança registraram um suspeito circulando pelo posto, enquanto outras câmeras flagraram sua fuga, na qual ele parece descartar sua camisa e seguir apressadamente por uma área deserta.

As investigações iniciais revelaram que o assassino possuía uma pistola, conforme evidenciado pelas cápsulas encontradas no local do crime. Até o momento, a motivação para o assassinato não foi esclarecida.

Nilton Alcântara era um dos sócios e presidente da rede Petrolíder, uma das principais empresas do setor de combustíveis no Tocantins.