Mãe mata filho de 11 anos e esconde corpo na garagem dos vizinhos

Caso aconteceu no município de Planalto (RS). Alexandra Dougokenski confessou que matou o filho, mas alega que a morte foi acidental.

 

Alexandra Dougokenski confessou que matou o filho de 11 anos, Rafael Mateus Winkes, e que escondeu o corpo em uma caixa na garagem dos vizinhos, no município de Planalto, que fica a 406 quilômetros de Porto Alegre (RS). A mãe alegou que a morte do menino foi causada com medicamentos.

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O menino estava desaparecido há 11 dias. O corpo de Rafael foi encontrado na segunda-feira (25) na garagem da casa dos vizinhos após a mãe confessar o assassinato.  Os moradores estavam viajando e deixaram as chaves da casa com  Alexandra.

Em entrevista coletiva, o delegado responsável pelo caso, Joeberth Pinto Nunes, disse que o crime tem semelhanças com o caso de Bernardo Boldrine, que aconteceu em 2014 e teve repercussão nacional. O garoto também tinha 11 anos na época e foi morto pelo pai e pela madrasta por superdosagem do medicamento Midazolam.  

Alexandra foi ouvida pelas autoridades ao menos dez vezes ao longo da investigação e teve prisão preventiva decretada pela Justiça na segunda-feira. Em depoimento, ela havia afirmado que o filho desapareceu na noite do dia 15 de maio. Alexandra disse que teria deixado o menino no quarto para dormir e, quando acordou, no dia seguinte, ele não estava mais no local.

A mãe disse ainda que o menino usava uma camiseta do Grêmio, calça de moletom preta, chinelos e óculos de grau, vestimentas que não foram localizadas no quarto dele. 

A suspeita inicial era de que Rafael havia saído de casa durante a noite. A família procurou por ele na casa da avó e de amigos, mas não o encontrou. A Polícia Civil também tinha como hipótese sequestro e suicídio. O corpo só foi encontrado após a mãe confessar o crime.

O laudo realizado no corpo de Rafael Mateus Winques indica que o menino morreu por asfixia mecânica por estrangulamento. A mãe da criança confessou o crime, mas alegou que o menino morreu após ela ter dado remédios calmantes para o filho. A informação foi divulgada pelo Instituto Geral de Perícias (IGP) nesta terça-feira (26).

De acordo com o delegado à frente do caso, Joerberth Nunes, a mulher confessou o crime durante depoimento à polícia na segunda-feira, (25/5), e foi presa temporariamente logo em seguida. A investigação ainda vai apontar se outras pessoas estão envolvidas no assassinato.

“A motivação do crime é uma incógnita. Até o momento, todos os depoimentos coletados, nenhum indica qualquer desavença dessa mãe com esse filho. Isso torna o caso ainda mais complexo, mas certamente a Polícia Civil vai responder todas as perguntas”, disse o delegado.

*Com informações do Correio Brazilliense