Ex-sargenta da FAB é indiciada por aplicar golpe do falso consórcio

Há registros de vítimas em Goiás e no Distrito Federal. Delegado do DF explicou que pediu a prisão preventiva da suspeita, mas foi o pedido foi negado pela Justiça.

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Uma ex-sargenta da Força Aérea Brasileira (FAB) foi formalmente acusada de estelionato pela Polícia Civil do Distrito Federal. De acordo com as informações, ela teria lesado mais de 40 pessoas em Goiás e no Distrito Federal.

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O delegado Pablo Aguiar destacou as denúncias recebidas na capital federal.

“Esta indivídua afirmava ser responsável por um consórcio e garantia que, ao fornecer um determinado valor, a vítima seria contemplada sem necessidade de sorteio. Assim, a vítima depositava o montante especificado, porém, não recebia a contemplação prometida, enquanto a autora do golpe ficava com o dinheiro”, explicou o delegado.

Apesar do pedido de prisão preventiva da ex-sargenta, este foi negado pela Justiça. Na Junta Militar, constam processos contra ela por crimes relacionados ao patrimônio, estelionato e outras formas de fraude.

Ex-sargenta da FAB é indiciada por aplicar golpe do falso consórcio
Foto: Reprodução

Um dos casos ocorreu em Valparaíso de Goiás, no Entorno do Distrito Federal, onde uma vítima relatou ter depositado R$ 5 mil na conta da investigada, com a promessa de receber mais de R$ 70 mil.

“A ré me enviou uma mensagem, dizendo que uma de suas clientes havia sido contemplada em um consórcio, mas não poderia usufruir do prêmio devido a restrições financeiras. Assim, ela me ofereceu a oportunidade de adquirir essa carta de crédito contemplada. Como eu estava planejando trocar de carro, aceitei a oferta, confiando na suposta conhecida que vendia consórcios”, descreveu a vítima no boletim de ocorrência.

Após o depósito inicial, a ex-sargento teria solicitado mais R$ 500 à vítima, conforme consta no registro da ocorrência. Entretanto, a prometida quantia não foi repassada, e a investigada passou a fornecer desculpas relacionadas aos prazos de pagamento, até cessar completamente a comunicação.

Testemunhas relataram que quase 30 pessoas no Distrito Federal e diversas outras em Goiás, incluindo Luziânia, Valparaíso de Goiás e Anápolis, foram vítimas do mesmo golpe ao longo deste ano.