Cavalgadas e tropeadas são proibidas em 12 cidades do Tocantins devido ao risco de transmissão do mormo

A Agência de Defesa Agropecuária (Adapec) também proibiu qualquer aglomeração de equídeos em cinco municípios das regiões norte e sudeste.

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Uma portaria publicada pela Agência de Defesa Agropecuária (Adapec), suspendeu qualquer aglomeração de equídeos em cinco cidades nas regiões norte e sudeste do estado. A medida também proíbe a realização de cavalgadas e tropeadas, sem a autorização, em outros 12 municípios.

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Segundo o órgão, a medida foi necessária devido aos casos de mormo registrados neste ano em Taguatinga e Nova Olinda, além de outros dois confirmados em Filadélfia nesta sexta-feira (22).

A proibição a qualquer aglomeração de equídeos vale para Santa Fé do Araguaia, Muricilândia, Filadélfia, Nova Olinda, todas na região norte do Estado, e Taguatinga, na região sudeste.

As cidades onde ficam proibidas cavalgadas e tropeadas são: Araguaína, Aragominas, Pau D’arco, Bandeirante, Colinas do Tocantins, Babaçulândia, Barra do Ouro, Goiatins, Palmeirante, Ponte Alta do Bom Jesus, Arraias e Aurora do Tocantins.

A Adapec informou que os protocolos sanitários são obrigatórios e seguem as determinações do Ministério da Agricultura. Disse ainda que assim que a investigação epidemiológica estiver concluída e as propriedades rurais saneadas, novos critérios serão estabelecidos.

O mormo é uma doença infectocontagiosa causada por bactéria, que atinge principalmente os equídeos (asininos, equinos e muares). Não há cura, nem existe vacina. Além disso, há risco de transmissão para os seres humanos.

Para tentar conter os casos, que vêm crescendo no estado, a Adapec afirmou que realiza a investigação epidemiológica, avaliando da movimentação dos equídeos nos últimos 180 dias anteriores à confirmação do caso, e faz vistas a identificar possíveis vínculos epidemiológicos.

No caso de animais doentes, realiza a eutanásia após comprovação por dois exames. A Adapec disponibiliza o telefone 0800 063 11 22, de segunda-feira a sexta-feira, das 8h às 14h, para que os interessados tirem suas dúvidas e também denunciem o trânsito clandestino de animais.