Banda musical escolar atrai a atenção de alunos com instrumentos alternativos

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Não faltou criatividade quando o professor de música Joelson Guterman Ferreira de Araújo, da Escola Estadual de Tempo Integral XV de Novembro, em Tocantinópolis, para montar uma banda escolar. Dentro do projeto Fazendo Arte Na escola, desenvolvido pela unidade de ensino,  o professor o montou a banda Rouxinol, com 13 alunos e o coral Flor de Lis, com a participação de 20 alunos. A banda de música é o que mais chama a atenção, pela originalidade, pelos instrumentos alternativos e pelo interesse dos alunos em estar mais presentes nas atividades da escola. A professora Beatriz Senoi Ilari aponta uma relação entre o aprendizado da música, o desenvolvimento da inteligência humana, o aprendizado do raciocínio lógico matemático e as linguagens.

O professor foi convidado a trabalhar com música, na escola, em 2011. Seu maior desafio foi como repassar os seus conhecimentos musicais para os alunos. Depois de muitas pesquisas, estudos e experimentos, o professor conseguiu extrair dos alunos habilidades que eles nem conheciam.

A banda Rouxinol começou com apenas três participantes. Um aluno no violão, outro no penteofone (som produzido com pente) e o terceiro no bongô e, aos poucos, o professor foi acrescentando mais instrumentos e mais alunos se interessaram pelo projeto, até formar a banda atual com 13 estudantes.

Sonho realizado

Com a formação de uma banda escolar, o professor Joelson realiza um sonho. Quando criança, ele participava de uma bandinha na escola que estudava, e, agora, na condição de professor, se emociona muitas vezes com seus alunos, por relembrar os momentos vividos na infância e na adolescência.

“É um trabalho gratificante. Observo os alunos e quando percebo que algum tem talento para algum tipo de instrumento, converso com ele, faço testes e assim, ele vai se integrando à banda”, disse.

Destaques

Os estudantes e integrantes da Banda Rouxinol ganharam destaque por utilizarem garrafas como instrumento musical. Elizabeth, aluna do 5º do ensino fundamental, toca a garrafafone, um conjunto de garrafas com água, de tamanhos diferentes que, ao serem tocadas emitem sons distintos. “Gosto de tocar nas garrafas, porque sei que estou contribuindo para a preservação do meio ambiente. É algo diferente e me deixa muito feliz”, contou Elizabeth, que participa da banda desde 2015, e, desde então, passou a ser destaque na escola pelo desempenho, comportamento, assiduidade, frequência e relacionamento interpessoal.

Já Willian, aluno do 6º ano do ensino fundamental, toca o peteofone (instrumento feito de garrafa pet). O professor Joelson contou que seu instrumento faz diferença na banda. O aluno afirmou que participar da banda o fez estudar mais. “Eu chego à escola e fico pensando no futuro, no que poderei ser quando crescer, imagino muitas coisas, mas o que desejo é ser professor de música”, disse.

 

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