Após problemas no atendimento, governo Carlesse decide recontratar parte dos médicos dispensados

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Após vários problemas relatados pela população, causados pela falta de médico em unidades de saúde do Tocantins, o governo do estado anunciou que Tocantins anunciou que vai recontratar 386 dos 629 médicos dispensados no dia 1º de janeiro.

Os servidores tiveram os contratos temporários encerrados junto com outros 15 mil funcionários públicos. Após a medida, houve problema para atender a população em vários hospitais. Em Porto Nacional, os enfermeiros chegaram registrar um boletim de ocorrência na delegacia.

Por nota, a gestão do governador Mauro Carlesse informou que os contratos serão retomados nesta sexta-feira (4) e que o atendimento está sendo realizado por 715 médicos efetivos além dos profissionais das redes municipais. Com as recontratações, o total de médicos no estado vai chegar a 1.101.

A dispensa de servidores temporários e comissionados foi anunciada pela equipe de Mauro Carlesse (PHS) como uma forma de contenção de gastos e de reenquadramento do estado na Lei de Responsabilidade Fiscal.

Na nota, também foi anunciado que os servidores de três órgãos que foram sendo extintos vão ser transferidos para a Secretaria de Saúde e o Detran. O governo diz que o projeto final da reforma administrativa está em fase de conclusão e até lá, somente os cargos comissionados considerados essenciais estarão sendo repostos.

Defensoria

A Defensoria Pública do Estado do Tocantins (DPE) solicitou a anulação do ato que determinou as exonerações dos médicos no Tocantins. Conforme o órgão levou em conta os problemas para o atendimento que já estão sendo identificados no maior hospital público do Tocantins, o Hospital Geral de Palmas (HGP).

De acordo com a DPE, a informação recebida é que, após a exoneração dos médicos, apenas um profissional está atendendo no setor de ortopedia do HGP, o que claramente não atende as necessidades do setor, implicando na suspensão de diversas cirurgias, e que, na neurologia, existem problemas em se fechar a escala. 

O contato do Núcleo da DPE com o governo do Estado foi feito nesta sexta-feira, na tentativa de solucionar o problema sem a necessidade de judicializar o caso. O órgão disse que aguarda uma resposta rápida do governo sobre o retorno das escalas, que considera imprescindíveis para o funcionamento das especialidades e a manutenção dos pacientes assistidos, evitando assim uma judicialização do caso.

Conforme o Defensoria a adequação no número de profissionais que atuam no estado deve ser feita de forma planejada e ordenada a fim de garantir o fluxo dos atendimentos.

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