Acampamento de sem terras é alvo de pistoleiros em Porto Nacional

Advogado que representa o grupo informou que homens chegaram em uma caminhonete atiraram em direção às famílias. Ninguém se feriu.

O acampamento Dom Celso em Porto Nacional foi alvo de um conflito agrário nesta sexta-feira (15) O advogado que representa as famílias do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) que vivem no local informou que pistoleiros chegaram em uma caminhonete e fizeram vários disparos de arma de fogo em direção às famílias. Ninguém se feriu.

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O caso foi registrado na central de flagrantes de Porto Nacional como tentativa de homicídio e é investigado pela 7ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado da cidade.

A Secretaria de Segurança Pública informou também que os conflitos na região vêm de um longo tempo, mas até então tinham ocorrido apenas ameaças. Depois do ataque algumas cápsulas ficaram espalhadas pelo local.

O advogado Cristian Ribas disse que as famílias estariam vivendo no local há pelo menos cinco anos. A área seria da União, mas é alvo de uma disputa com proprietários de terra da região.

No momento dos disparos havia mulheres, idosos e crianças no acampamento. “Infelizmente estamos observando uma escalada de conflitos e violências no campo, a gravidade dos fatos exige uma investigação séria e rápida para evitar repetição crônica desses episódios”, afirmou.

Nos acampamento encontra-se com cerca de 150 famílias acampadas dentro da área situada entre o córrego Matança e Rio Carmo à margem esquerda do Lago da UHE de Lajeado, rodovia TO- 455 em Porto Nacional.

O caso não foi registrado pela Polícia Militar.

Outro conflito

Em 2016, o acampamento Dom Celso foi atacado por quatro homens armados. Segundo informações de frentes populares e do Movimento dos Sem Terras (MST), tiroteio e fogo aterrorizam as famílias que vivem no local.

Na época, várias das famílias do acampamento estavam em Palmas fazendo parte do movimento de ocupação do Incra, a favor da reforma agrária e tiveram que retornar para Porto Nacional. Segundo relatos, roupas, móveis, produtos alimentícios, entre outros, foram perdidos no incêndio. A polícia militar foi acionada e se dirigiu ao local.