O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, confirmou nesta terça-feira (17) a primeira morte por coronavírus registrada no Brasil. O paciente, de 62 anos, estava internado em estado grave em São Paulo. Ele começou a ter sintomas do 10 de março, foi internado na UTI no 14. O paciente não tinha histórico de viagens recentes.
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O homem também apresentava quadro de hiperplasia prostática — um aumento benigno da próstata. Não se trata de uma doença, mas uma condição comum em homens mais velhos que pode causar infecções urinárias.
A morte do paciente acontece em um momento que o País tem confirmados 234 casos de contaminação pelo Covid-19. Outros 2.064 casos são considerados suspeitos. São Paulo e o estados que mais concentra casos, 152, seguido pelo Rio de Janeiro com 31.
O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, anunciou na segunda-feira (16) medidas para conter o avanço da doença na cidade, que tem como objetivo diminuir a circulação de pessoas e evitar contato social. Entre as ações está a proibição de eventos privados.
Segundo Covas, os eventos que já tinham alvará de autorização terão a permissão cancelada, e os que solicitarem alvará não serão atendidos. A prefeitura afirmou que já havia cancelado 481 eventos que seriam realizados pelo poder municipal no último fim de semana.
O prefeito também suspendeu o sistema de rodízio na cidade, operação da prefeitura que restringe a circulação de carros. Segundo o prefeito, o objetivo agora é evitar que a população se concentre no transporte público, então a suspensão do rodízio é uma forma de estimular que as pessoas utilizem seus próprios automóveis.
Outra medida anunciada por Covas é a lavagem de ônibus com água sanitária ao final da linha. Os servidores públicos terão jornada em dois turnos, pela manhã e pela tarde, para que haja mudança no horário de pico.