Polícia Civil desarticula organização que desviava dinheiro do Fundesportes de Palmas

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Deflagrada nas primeiras horas desta segunda-feira (26), a primeira fase operação Jogo Limpo visa a desarticulação de organização criminosa especializada em lavagem de dinheiro através de entidades sem fins lucrativos e empresas fantasmas. O foco desta etapa é a atuação dos envolvidos na FUNDESPORTES – Fundação Municipal do Esporte e Lazer – da Prefeitura de Palmas. A Polícia Civil suspeita que associações e federações esportivas  foram utilizadas para desviar dinheiro público por meio de repasse de subvenções sociais para o esporte e lazer.

A operação contou com 100 policiais para cumprimento de 24 mandados de prisão temporária e 33 mandados de busca e apreensão, em Palmas e nos municípios de Paraíso, Nova Rosalândia, Miracema e Paranã.

Policiais cumpriram mandados de busca e apreensão no prédio da Prefeitura de Palmas, localizada na praça do Bosque, no Instituto de Previdência Social de Palmas e na Fundação de Esportes do município. Nas diligências, além de suspeitos detidos, foram apreendidos documentos, computadores, processos de compras e contratos firmados de 2014 até este ano, durante o período eleitoral.

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Contratos investigados
De acordo com o delegado O delegado Guilherme Rocha, responsável pelas investigações, o esquema que causou um rombo de R$ 3 milhões aos cofres públicos. A fundação repassava dinheiro a federações esportivas do estado, mas o recurso era destinado a empresas fantasmas.

O delegado explica ainda, que houve chamamento público para convênios com a Fundesportes de entidades no segmento de esportes, federações e associações esportivas para repasse de subvenções sociais, que é o dinheiro destinado para essa política pública. Foi feito um credenciamento de entidades e as entidades receberam esse repasse e aplicaram esse dinheiro em empresas fantasmas. “Os serviços e materiais que seriam adquiridos ou prestados conforme o projeto apresentado não foram feitos. Sabemos que esse contrato foi feito para lavagem de dinheiro”, explicou.

O caso começou a ser investigado há cerca de seis meses, após um pedido do Ministério Público Estadual. O chamamento público envolve 40 contratos. Destes, 10 são alvos da operação. Segundo o delegado, normalmente, um contrato é concluído em 90 dias, mas que nesse caso, a fundação levou menos de quatro dias para repassar o dinheiro às federações.”O que causou estranhamento foi a velocidade da tramitação administrativa desses procedimentos, que, em certos casos, foram assinados os contratos, pagos e já encaminhados os pagamentos para as empresas fornecedoras de materiais em menos de quatro dias”, ressaltou.

Do recurso que as entidades recebiam, cerca de 90% eram destinados a empresas de fachada. Sete delas estão sendo investigadas, sendo que só uma realmente existe. As outras não possuem sequer uma sede. Guilherme cita o exemplo de uma associação de artes marciais, onde ela “recebeu quase R$ 300 mil e simulou que pagou a uma empresa. Ela recebeu 200 quimonos, centenas de luvas de boxe, sendo que ninguém aqui em Palmas recebeu esses equipamentos dessa associação. Nem sequer o evento dessa associação teve esse montante de gente”, pontuou.

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Foram presos:

  • Aryane Gomes Leitão;
  • Juarez Barbosa de Sousa Junior
  • Lucioano Godoy de Oliveira
  • Simone Mudesto da Silva Maciel Vilanova
  • James Paulo Maciel Vilanova
  • Cleonice Mudesto da Silva
  • Norma Silvia Matheus Sparvoli
  • Jades Alberto Avelio
  • Rodinely de Ousza Oliveira
  • Rafael Fortaleza Matos Aires do Nascimento
  • Denir Maurício Rodrigues da Siqueira
  • Vagno Cerqueira
  • Ricardo Antônio Pereira da Costa
  • Núbia da Silveira Prado
  • Luiz Carlops Crispoim da Silva
  • Jucilene Teixeira Bonfim
  • Gracinei Mota
  • Charllyngton Fábio da Silva
  • Abgail da Silva Costa Serpa Freitas
  • Daniel Henrique Costa Batista
  • Desudete da Silva Melo
  • João Paulo Rodrigues

Fotos: Divulgação

 

 

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