Um balanço com números da violência doméstica contra mulher no Tocantins foi apresentado pela Polícia Civil, nesta quarta-feira (14). Os dados apontam que 2.387 mulheres foram vítimas apenas nos seis primeiros meses do ano. Apesar de alto, o número é 7,7% menor que o registrado no mesmo período do ano passado, quando foram 2.586 registros.
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Ainda segundo a polícia, os dados apontam também que os casos têm caído nas grandes cidades, mas crescido no interior do estado.
A violência doméstica pode acontecer de forma física, psicológica, moral, sexual e patrimonial, de acordo com a Lei Maria da Penha. Todas as formas violam os direitos humanos e geram graves consequências para a vítima.
Os números podem ser ainda maiores, pois muitas mulheres não procuram ajuda por medo. Devido à pandemia as vítimas acabam passando mais tempo na companhia do agressor e violência acaba se agravando.
“As práticas de violência tem aumentado muito, outro fenômeno que pode ser observado nesse período pandêmico, foi o crescimento de ocorrências de casos de maior gravidade. Antes havia muitas ocorrências de injúrias e ameaças, hoje, se percebe registros das lesões corporais e ameaças com algum tipo de arma”, explicou a delegada Suzana Fleury.
Os dados revelam ainda que o número de casos tem crescido principalmente em cidades do interior. Por outro lado, nas maiores cidades do estado os registros têm diminuído: Gurupi teve queda de 38,3%, Araguaína reduziu 7,9% e Palmas registrou menos 4,1%.
A Polícia Civil avalia que a pandemia de Covid-19 deixou a mulher ainda mais vulnerável e por isso os canais de denúncias têm sido ampliados com a implementação dos registros de violência doméstica através da Delegacia Virtual. Também é possível fazer denúncias anônimas por meio do telefone 180.