No Tocantins, mais de 2,3 mil mulheres foram vítimas de violência doméstica no primeiro semestre de 2021

Apesar de alto, o número é 7,7% menor que o registrado no mesmo período do ano passado. Levantamento da polícia aponta que os casos têm caído nas grandes cidades, mas crescido no interior.

Um balanço com números da violência doméstica contra mulher no Tocantins foi apresentado pela Polícia Civil, nesta quarta-feira (14). Os dados apontam que 2.387 mulheres foram vítimas apenas nos seis primeiros meses do ano. Apesar de alto, o número é 7,7% menor que o registrado no mesmo período do ano passado, quando foram 2.586 registros.

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Ainda segundo a polícia, os dados apontam também que os casos têm caído nas grandes cidades, mas crescido no interior do estado.

A violência doméstica pode acontecer de forma física, psicológica, moral, sexual e patrimonial, de acordo com a Lei Maria da Penha. Todas as formas violam os direitos humanos e geram graves consequências para a vítima.

Os números podem ser ainda maiores, pois muitas mulheres não procuram ajuda por medo. Devido à pandemia as vítimas acabam passando mais tempo na companhia do agressor e violência acaba se agravando.

“As práticas de violência tem aumentado muito, outro fenômeno que pode ser observado nesse período pandêmico, foi o crescimento de ocorrências de casos de maior gravidade. Antes havia muitas ocorrências de injúrias e ameaças, hoje, se percebe registros das lesões corporais e ameaças com algum tipo de arma”, explicou a delegada Suzana Fleury.

Os dados revelam ainda que o número de casos tem crescido principalmente em cidades do interior. Por outro lado, nas maiores cidades do estado os registros têm diminuído: Gurupi teve queda de 38,3%, Araguaína reduziu 7,9% e Palmas registrou menos 4,1%.

A Polícia Civil avalia que a pandemia de Covid-19 deixou a mulher ainda mais vulnerável e por isso os canais de denúncias têm sido ampliados com a implementação dos registros de violência doméstica através da Delegacia Virtual. Também é possível fazer denúncias anônimas por meio do telefone 180.