Moradores de Porto Nacional relatam problemas de saúde causados pelo veneno abandonado no prédio da Sucam

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Moradores do setor Aeroporto em Porto nacional, que residem próximo da antiga sede da extinta Sucam (hoje Funasa), reclamam do mal cheiro causado pelos produtos químicos que se encontram acondicionados de forma irregular no prédio abandonado. Segundo pessoas da vizinhança, os produtos vêm causando dores de cabeça, irritação nos olhos e náuseas, em muitos moradores.

O material encontra-se acondicionado em galões que estão no interior de um galpão, em salas, sem portas e com janelas quebradas. De acordo com os moradores, o problema  já se arrasta há anos e, desde julho do ano passado, tornou-se mais preocupante, devido ao odor causado pela substância. A Secretaria de Saúde do município prometeu tomar providências sobre o acondicionamento do produto em local seguro, mas até o momento nada foi feito. Prédio Abandonado O antigo prédio, que chegou a ser utilizado pela secretaria de saúde do município após a extinção da Sucam, está desativado e abandonado há décadas.

No local apenas a presença de matagal, salas abandonadas, vidraças quebradas, portas danificadas e, o mais grave, nos fundos do prédio há um galpão onde estão abandonados três tambores, não identificados, provavelmente com produtos químicos, devido ao odor que é produzido no ambiente.  Em outro espaço do galpão, numa sala sem porta e sem proteção, há um tambor de 200 litros, identificado como inseticida komvector EW 440, indicado para o controle de insetos vetores de dengue, febre amarela, malária falarioso e encefalite. O tambor na cor azul também está com vazamento e exalando forte cheiro de cola.

Um morador disse que recebeu a informação dos técnicos e do próprio secretário de saúde do município, que uma solução seria apresentada quanto ao destino dos produtos químicos, mas até o momento nenhuma providencia definitiva foi tomada para solucionar o problema.

Prefeitura

Sobra a questão, a Secretaria da Saúde do município informou que tomou todas as medidas necessárias de segurança através do manejo do inseticida no local e registrou boletim de ocorrência junto à Polícia, por entender ser esta, mais uma ação criminosa, orquestrada e denunciada por vândalos, já que esta invasão foi a terceira registrada, com derramamento intencional de inseticida, nos mesmos moldes. O prédio é de propriedade da Funasa e foi interditado a pedido do Ministério Público Estadual. A Prefeitura de Porto Nacional ainda informa que requereu à Funasa a doação do terreno, para que, após a retirada dos produtos e limpeza seja utilizado para ações em saúde.

Foto: Marcio Greick

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