Uma investigação foi aberta pelo Ministério Público Estadual para apurar sobre a Cavalgada Ecológica do Cantão, em Pium. A medida foi tomada após a grande repercussão de imagens que mostram um burro ensanguentado e agonizando durante o evento que aconteceu no último final de semana.
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Fotos foram feitas por moradores da cidade que ficaram chocados com a situação. O promotor Anton Klaus Matheus Morais Tavares investiga a denúncia de maus-tratos contra os animais participantes.
No documento que instaurou o processo, o Ministério Público lembrou que ferir ou mutilar animais é crime, com pena de detenção de três meses a um ano, mais multa. O tempo de prisão pode ser ainda maior se o animal morrer, como ocorreu no caso em questão.
As primeiras providências foram pedir que a Polícia Civil também abra uma investigação própria e solicitar os documentos relativos ao evento para os organizadores. A Prefeitura de Pium e o Sindicato Rural da cidade são parceiras para a realização da Cavalgada Ecológica do Cantão.
Conforme o MPE, o principal objetivo do procedimento é evitar que situações do tipo se repitam em futuras edições do evento.
Na época da morte do animal, a Prefeitura de Pium disse que ainda não tinha identificado quem era o dono do animais e que havia água disponível tanto para os cavalos e burros, quanto para os cavaleiros participantes do evento. A Agência de Defesa Agropecuária também está investigando o caso.
A Agência de Defesa Agropecuária do Tocantins (Adapec) também enviou técnicos até a cidade e abriu investigação sobre o caso.
