Mãe tenta arrecadar R$ 80 mil para custear cirurgia da filha diagnosticada com tumor no cérebro

A dona de casa Jéssica Pereira também busca arredar recursos para custear os remédios para o tratamento do filho, nascido com hidrocefalia: 'Imagina uma criança vomitar seis ou sete vezes durante a noite'.

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A vaquinha, usada para arrecadar recursos na internet, se tornou um dos meios encontrados pela aposentada Maria Gorete, que luta para conseguir a cirurgia da filha no valor de R$ 80 mil. Marcélia Pereira descobriu um tumor no cérebro em estado avançado e está internada no Hospital Geral de Palmas (HGP), mas a família tem pressa.

A Secretaria Estadual da Saúde não informou ainda sobre a situação da paciente e se há previsão de quando o procedimento será feito.

Apesar das dificuldades, dona Maria não desiste. O dinheiro é para que o procedimento seja feito com mais agilidade em um hospital particular. “Estou com a esperança que sai logo a cirurgia dela”, disse.

Sem recursos, muitas famílias recorrem às vaquinhas online para garantir remédios e tratamento para algum parente.

A dona de casa Jéssica Pereira é mãe do Pedro Miguel, de 8 meses, que nasceu com hidrocefalia e epilepsia. Ela afirma que a gestação foi tranquila e o bebê não apresentava alteração. Mas, que a situação mudou no momento do parto.

“Quando eles me levaram para a sala de cirurgia, a única coisa que eu me lembro é de eles falando: ‘Já está com 60, estamos perdendo a mãe e o bebê. Vamos agilizar’. Depois eu não me lembro de nada, só que quando eu acordei no quarto de espera, a pergunta era: cadê o Pedro Miguel? Veio um pediatra e falou: ‘mãezinha, o seu filho está precisando de um leito de UTI. Rapidamente, a gente conseguiu um leito de UTI, ele ficou dois meses na UTI e UI”.

Depois que o filho recebeu alta, a mãe teve dificuldades em conseguir consultas e remédios na rede pública para o tratamento adequado. Para tentar reverter a situação, uma vaquinha foi criada.

“Imagina uma criança vomitar seis ou sete vezes durante a noite. Você mal conseguir comprar uma lata de leite, quando chega o outro dia tem que comprar de novo. Você vai tirar de onde, porque você não tem trabalho fixo?”, desabafou.

A Secretaria de Saúde também não se posicionou sobre o caso do bebê.

Por G1