Justiça decide manter preso dono de gráficas investigadas pela PF

Esquema desviava dinheiro a partir do direcionamento de contratos com governo do Tocantins, diz PF.

 

A Justiça decidiu manter a prisão preventiva do empresário Franklin Douglas Alves Lemes, alvo da operação Replicantes, da Polícia Federal. Lemes é dono das gráficas investigadas por um suposto esquema de desvio de dinheiro a partir do direcionamento de contratos da Secretaria de Educação. A decisão é do juiz federal João Paulo Abe.

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Esquema desviava dinheiro a partir do direcionamento de contratos com governo do Tocantins, diz PF.

O magistrado entendeu que as acusações de recebimento de vantagens indevidas e de possíveis ameaças a jornalistas são graves. Franklin será levado para a Casa de Prisão Provisória de Palmas.

As audiências de custódia dos outros alvos presos na operação, Alex Câmara e Carlos Mundim, ainda não foram realizadas. Elas devem terminar até o fim desta quarta-feira.

Eles são, respectivamente, dono de um site de notícias e ex-chefe de licitação da Secretaria de Educação, Os dois são apontados como prepostos do ex-governador Marcelo Miranda (MDB), que está preso em Palmas.

Segundo a PF, três empresas que mantiveram contratos milionários com o governo estadual estavam ligadas ao empresário Franklin Douglas: a WR Gráfica e Editora, a Copiadora Exata e a Prime Solution. Até o momento não foi possível estimar o valor dos prejuízos causados. As empresas teriam recebido R$ 38 milhões em contratos com o governo.

A PF informou ainda que o grupo também praticava atos de intimidação contra profissionais da imprensa.

A apuração da Polícia Federal apontou ainda que Carlos Mundim tinha a função de chefiar a comissão de licitação da Seduc com a finalidade de assegurar o direcionamento das licitações previamente “vencidas” pelo Grupo Exata.

Alex Câmara, segundo a PF, atuava no sentido de agilizar os pagamentos para as empresas que mantinham contrato com a Secretaria de Educação.

Os indícios foram confirmados, inclusive, por depoimentos colhidos de alvos das operações Carotenoides, que prenderam supostos laranjas de Marcelo Miranda, e 12º Trabalho, que tiveram como alvo a própria família Miranda.

Outro lado

O advogado de Frankiln Douglas Alves informou que só vai se manifestar quando tiver conhecimento integral dos fatos. A empresa WR Gráfica foi procurada, mas ainda não se manifestou. A Exata e a Prime Solution não atenderam as ligações.

Sobre a prisão de Carlos Mundim, o procurador de prerrogativas da OAB, Paulo Roberto da Silva, informou que a OAB deveria ter sido informada previamente da operação e da prisão para poder fazer o acompanhamento, tendo em vista que ele é advogado. Como isso não ocorreu, segundo o procurador a prisão é totalmente ilegal.

A defesa da família Miranda afirmou que desconhece qualquer ligação ilícita com a família de Alex Câmara.

*Com informações do G1