Fundo de Combate da Pobreza suspende financiamento do ‘TO Mais Jovem’ após suspeita de irregularidades

Programa é para inserir jovens de 16 a 21 anos no mercado de trabalho. Contratação milionária da empresa de recrutamento do programa teria sido feita em apenas 8 dias.

O presidente do Fundo Estadual de Combate e Erradicação da Pobreza (FECOEP-TO) decidiu suspender os repasses para o financiamento do programa ‘TO Mais Jovem’. A decisão foi após uma reportagem do Jornal do Tocantins sobre suspeitas de irregularidades na contratação da empresa que está realizando o recrutamento, a Fundação Luís Eduardo Magalhães (Flem).

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O Governo do Tocantins e a Fundação Luís Eduardo Magalhães (Flem) ainda não comentaram sobre o caso.

O fundo é atualmente presidido por Júlio Edstron Secundino, que também é secretário da Fazenda do Tocantins. No ofício em que determina a suspensão, ele afirma que a medida se manterá “até que os fatos sejam esclarecidos e se restabeleça a integridade do Processo”.

A reportagem publicada na sexta-feira (5), afirma que o processo de contratação foi iniciado e concluído em apenas oito dias e que a a Fundação Luís Eduardo Magalhães (Flem) foi contratada sem licitação. Ainda segundo a reportagem, a Controladoria Geral do Estado (CGE) foi contra a contração. O valor total do investimento no ‘TO Mais Jovem’ é de pouco mais de R$ 107 milhões.O projeto é do Governo do Estado e é voltado para a inserção de jovens entre 16 e 21 anos no mercado de trabalho. Ele foi lançado um dia antes do afastamento de Mauro Carlesse (PSL) do governo pelo Superior Tribunal de Justiça. O projeto continuou em andamento enquanto Wanderlei Barbosa (Sem partido) assumiu a frente do governo.

Quando anunciou a medida, em outubro de 2021, o Palácio Araguaia informou que planejava atender até seis mil participantes e que uma das condições era que os selecionados estudem em escolas públicas ou que sejam bolsistas. A ideia era que eles desempenhassem atividades nos órgãos da administração direta e indireta do governo.

A suspensão será analisada durante a próxima reunião do Conselho Administrativo do FECOEP-TO, que está marcada para o dia 14 de fevereiro.

*Com informações do G1