Desvio de R$ 1,1 milhão | Presidente da AL é indiciado por esquema de fantasmas

Além do deputado Antônio Andrade, o filho dele e mais seis pessoas também foram indiciadas

A Polícia Civil indiciou, nesta segunda-feira (17), o presidente da Assembleia Legislativa do Tocantins, Antônio Andrade (PHS), e o filho dele, o vereador de Porto Nacional, Tony Andrade (PSD), e mais seis pessoas. Eles são suspeitos de envolvimento em um esquema de funcionários fantasmas.

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Conforme a polícia, os indiciados vão responder por peculato (desvio de dinheiro público) associação criminosa e continuidade delitiva. De acordo com as investigações, o grupo teria causado um prejuízo de R$ 1,1 milhão entre os anos de 2015 e 2019.

As investigações foram feitas pela Delegacia de Repressão a Crimes de Maior Potencial contra a Administração Pública (Dracma) de Palmas, dentro da operação Catarse.

Além de Antônio Andrade e Tony Andrade, seis pessoas que supostamente recebiam sem trabalhar também foram indiciadas: Leandro Vinícius Ferreira Vilarinho, Franklin Delano Matos Maia, Antonia Rosal de Oliveira Vilarinho, Adriana Alves Paranhos, Ludovino Roma da Silva e Jales Macedo Fernandes.

Conforme a Polícia Civil, as investigações começaram após denúncias feitas ao Ministério Público sobre a existência de fantasmas na Assembleia. Durante as apurações foi verificado que os seis servidores eram lotados no gabinete de Antônio Andrade recebiam da Assembleia mesmo tendo outros empregos.

“Os servidores teriam outros vínculos trabalhistas ou atividades empresariais, impossibilitando o exercício de atividade laboral junto à Assembleia Legislativa”, diz o relatório.

A polícia informou ainda que durante o cumprimento de mandados de busca contra estes suspeitos, foram encontrados indícios de que parte do salário recebido por eles era devolvido para Tony Andrade (PSD) e outras pessoas ligadas ao gabinete do deputado Antônio Andrade. A prática é conhecida como “rachadinha”.

As suspeitas foram confirmadas após quebra de sigilo bancário dos investigados. Documentos da Polícia Civil apontaram que os servidores depositaram aproximadamente R$ 500 mil na conta de Tony Andrade. Outros funcionários fantasmas sacavam o salário e devolviam em espécie.

“Independentemente do modus operandi dos crimes, o fato é que todos os assessores parlamentares investigados jamais desempenharam as atividades do cargo, servindo apenas e tão somente como instrumentos para a prática continuada de desvios de recursos públicos”, afirma a Polícia Civil no relatório do inquérito.

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