Corpo de servidora que foi a primeira morte por Covid-19 no Tocantins não será velado

Familiares fizeram orações na manhã desta quarta no estacionamento de funerária em Palmas. Francisca Romana era servidora da Secretaria Municipal de Saúde.

 

O corpo da assistente social Francisca Romana Sousa Chaves, de 47 anos, não será velado. Ela foi a primeira paciente a morrer por Covid-19 no Tocantins. Na manhã desta quarta-feira (14), familiares foram até o prédio da funerária e fizeram orações no estacionamento, próximo ao carro onde foi colocado o corpo.

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Um padre foi chamado para o momento religioso, que durou cerca de 20 minutos. Durante esse período, o veículo onde estava o caixão permaneceu fechado para que não houvesse o manuseio do corpo e nem o risco de contaminação.

Conforme as recomendação, o carro utilizado para transportar o caixão ficou só para esse atendimento. Assim que terminar o enterro, o veículo será higienizado por dentro e por fora. Os profissionais da funerária estão usando os equipamentos de segurança.

 

O enterro do corpo deve ser realizado ainda nesta quarta-feira.

A prefeita Cinthia Ribeiro (PSDB) decretou luto oficial no município de Palmas por três dias.

Primeira morte

Palmas registrou na noite desta terça-feira (14) a primeira morte pelo novo coronavírus no Tocantins. A vítima é Francisca Romana Sousa Chaves, de 47 anos que era funcionária da Secretaria Municipal de Saúde da capital. Ela estava internada desde o dia 18 de março na UTI de um hospital particular.

A Prefeitura informou que a paciente tinha hipertensão. Há vários dias o quadro de saúde dela era considerado grave. Com essa confirmação, todos os estados brasileiros passam a ter registro de mortes pelo novo coronavírus.

Também na terça-feira, o governador do Tocantins Mauro Carlesse (DEM) liberou o funcionamento dos estabelecimentos comerciais que realizam atividades e serviços não essenciais. A medida engloba todo o comércio que estava fechado por causa da pandemia do novo coronavírus.

Ainda segundo o decreto, cada prefeito tem autonomia para decidir sobre as medidas adotadas no município.