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No Diário Oficial do Estado (DOE), publicado na noite desta sexta-feira (16), saiu a exoneração dos doze delegados regionais do Tocantins. Um dos afetados é o delegado regional de Araguaína, Bruno Boaventura. Seu mais recente trabalho investigativo envolve lixo hospitalar em Araguaína, caso que alcançou repercussão nacional e que envolve o ex-juiz eleitoral João Olinto e seu filho o deputado estadual Olyntho Neto (PSDB), líder do governo na Assembleia Legislativa.
O delegado Boaventura acredita estar sofrendo retaliação por parte do governo. Em sua rede social ele atribui sua exoneração do cargo de delegado regional a “retaliação em virtude de minha atuação”
O Sindicato dos Delegados de Polícia Civil do Estado do Tocantins (Sindepol) repudiou a decisão. Por meio de nota, o sindicato disse que a decisão causa “profundo espanto e preocupação com o futuro do Tocantins”.
Segundo a nota, o Sindipol ressalta que “apesar de não estarem publicadas as razões do ato, sabemos que certamente não teriam ligação com os excelentes serviços prestados no cargo ou com o alto grau de satisfação da população de Araguaína com os resultados obtidos. Assim, só nos resta deduzir que se trata de um ato de perseguição política face às investigações que vem sendo desencadeadas e isso não iremos permitir”.
Outras 149 pessoas foram dispensadas de cargos de chefia exercidos na Secretaria de Segurança Pública do Tocantins.
Entenda
O ex-juiz eleitoral João Olinto é apontado como sócio da Sancil Sanantonio Construtora e Incorporadora LTDA, empresa contratada sem licitação para coletar o lixo do Hospital Regional de Araguaína. Conforme o contrato foi publicado no Diário Oficial do Estado, do dia 6 de agosto desse ano, o valor mensal pelo serviço ultrapassa R$ 500 mil. o ex-juiz nega que tenha vínculo com a empresa.
Polícia Civil informou que investiga a relação dessa empresa com o galpão onde foram encontradas mais de 200 toneladas de lixo na última quarta-feira (7). A suspeita é que esses resíduos sejam do Hospital Regional de Araguaína.
As investigação indicam que o galpão pertenceria ao deputado estadual Olyntho Neto e filho do ex-juiz eleitoral. No local deveria funcionar uma fábrica de farinha, mas a estrutura está oficialmente desativada há pelo menos dez anos. Duas empresas estão registradas no endereço e ambas estão no nome do parlamentar.
O depósito clandestino foi interditado por fiscais do meio ambiente e a Defesa Civil municipal na semana passada, depois que foi encontrado seringas, ampolas de remédio e curativos.
O pai do deputado está com a prisão decretada, mas encontra-se foragido da justiça desde a última segunda-feira (12).
Suspensão do contrato
Após a repercussão do caso, O Governo interrompeu a coleta de lixo em 13 hospitais de seis regiões do Tocantins. A medida se deu devido suspensão do contrato com a empresa Sancil Sanantonio Construtora e Incorporadora LTDA, c