Comissão é criada em Porto Nacional para cobrar medidas pós interdição de ponte

Uma audiência pública foi realizada em Porto Nacional para discutir o impactos da interdição da ponte sobre o rio Tocantins na cidade e municípios circunvizinhos. Na ocasião foi formara uma comissão para negociar e tratar das questões relacionadas aos transtornos causados com a medida.

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A ponte liga a cidade a BR-153 e foi interditada totalmente no último dia 7, sem ser acompanhada de medidas para amenizar os impactos causados, o que causou revolta a população. Com o trânsito fechado, o percurso alternativo é de mais de 160 km.

Estudos já estavam sendo feitos sobre o risco de desabamento da estrutura e uma interdição parcial havia sido definida, quando de repente o governo decidiu pela interdição total da ponte.

Somente três dias após a interdição que o governo anunciou algumas medidas para tentar amenizar os transtornos causados. Voadeiras da defesa Civil começaram a fazer transporte de pedestre dias depois. Elas irão farão a travessia até a conclusão dos atracadouros para a balsa, que deve acontecer só em março.

Medidas que não agradou muito a população, principalmente às famílias que moram na margem direita do rio e precisam da ponte para ter acesso a serviços de educação, saúde, bem como comercializar seus produtos agrícolas.

A audiência aconteceu na sexta-feira (15), no Centro de Convenções da cidade, e foi promovida pela Subseção do município da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

O presidente da Subseção do município, Ariel Godinho, explicou que a comissão encabeçada pela entidade e pela Defensoria Pública “irá atuar nas cobranças dos temas mais urgentes e definir ações que fiscalizarão, cobrarão até a solução definitiva da situação da ponte sobre o rio”.

Segundo a advogado, já foram solicitado do governo do estado o laudo técnico sobre as condições da ponte e também que seja permitida a a travessia para atendimento de saúde.

Durante a audiência houve relatos de alunos que trancaram matrícula, porque não acreditam em uma solução. Famílias impactadas com o fechamento da ponte também tiveram a oportunidade de expor suas dificuldades com da interdição da ponte.

Presente no evento, o prefeito Joaquim Maia ressaltou que com a comissão, a cidade passa a ter uma forma de deliberar sobre a construção da nova ponte, bem como saber a real condições da estrutura da atual.

“Eu tenho certeza que esse propósito de união que aqui foi colocado nós estaremos em condições de superar esse momento”, pontuou.

Também estiveram presentes na audiência a prefeita de Brejinho de Nazaré, Miyuki Hiashida, o presidente da CDL de Porto Nacional, Gildeny Jorge de Aguiar, o presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Tocantins, Mauricio Buffon, o presidente da ACISA de Porto Nacional, Wilson Neves, o deputado federal Vicentinho Júnior e o deputado estadual, Júnior Geo.

AP Porto
Evento contou com participação expressiva da população

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