Um advogado foi preso em flagrante nesta quarta-feira (3) sob suspeita de abandonar sua mãe, de 85 anos, em situação de vulnerabilidade no Centro de Atenção Integral à Saúde (Cais) Jardim América, na capital goiana. A idosa foi encontrada em estado crítico: desnutrida, com lesões pelo corpo, suja de fezes e urina, além de apresentar dificuldades respiratórias e de comunicação.
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A prisão ocorreu após denúncia de uma assistente social do Cais, que relatou que a idosa havia sido deixada na unidade por uma pessoa não identificada, já em condições alarmantes. A polícia identificou a vítima e, por meio de investigações, localizou dois possíveis filhos – um deles, o advogado agora detido.
Prisão
O delegado Alexandre Bruno de Barros, responsável pelo caso, explicou que a equipe conseguiu identificar a idosa e rastrear seus familiares com apoio da Superintendência de Identificação Humana. O advogado foi localizado em seu apartamento no Setor Oeste, onde afirmou aos policiais que cuidava da mãe “da melhor forma possível” e que a havia levado ao Cais devido à piora de seu estado de saúde.
No entanto, a polícia constatou que a idosa teve mais de 60% de sua pensão comprometida por empréstimos feitos em seu nome pelo filho. “Os valores beneficiam ele, e não a idosa”, destacou o delegado.
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Acompanhamento da OAB
O advogado foi levado à Delegacia Especializada em Apoio ao Idoso (DEAI) e está acompanhado por representantes do Conselho de Ética da OAB-GO. Esta é a segunda vez que ele é preso pelo mesmo tipo de crime.
Em nota, a Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Goiás (OAB-GO) afirmou que, embora a prisão não esteja relacionada ao exercício da advocacia, está apurando o caso para garantir o direito à defesa e fiscalizar eventuais violações éticas.
Outro filho assume responsabilidade
A polícia identificou que o outro filho da idosa reside em São Paulo. Ao ser informado da situação, ele se comprometeu a vir a Goiânia, custear o tratamento da mãe e solicitar a curatela – responsabilidade legal sobre os cuidados e interesses de pessoas incapazes.
O advogado preso permanece à disposição da Justiça, enquanto a idosa recebe atendimento médico.